Dezembro 3, 2020

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A morte que levou à suspensão da vacina Coronavac no Brasil foi um suicídio – Notícias

Nesta segunda-feira, 9 de novembro, a Anvisa ordenou a suspensão dos ensaios clínicos com a vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa SinoVac, alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um dos voluntários na terceira fase dos ensaios.

Em nota, a autoridade sanitária brasileira havia anunciado que “o evento ocorrido em 29/10 foi comunicado à Agência, que decidiu interromper o estudo para avaliar os dados observados até o momento e julgar o risco / benefício da continuidade do estudo” .

Porém, de acordo com a publicação brasileira Veja, o parecer do Legal Medical Institute (IML) indica que a morte foi suicídio e não efeitos adversos relacionados à vacina.

Conforme explica o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o “evento adverso” foi comunicado à Anvisa no dia 6 de novembro, informando que não haveria relação direta entre a morte e a vacina. O instituto em questão é responsável pela produção da vacina em parceria com a farmacêutica Sinovac, uma vez que o governo de São Paulo e a farmacêutica trabalharam juntos para coordenar a última fase dos ensaios clínicos em território brasileiro.

Em entrevista coletiva, representantes do governo de São Paulo também defenderam que não há relação entre o “evento adverso” e a respectiva vacina.

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“Não houve relação entre a vacina e o evento adverso grave apresentado”, explicou o secretário de saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

De acordo com a publicação, hoje será realizada uma reunião do instituto com a Anvisa para esclarecimento de dúvidas da agência. O diretor disse ainda que os ensaios clínicos devem ser retomados nos próximos dias.

O Coronavac também está sendo testado na China, Turquia, Bangladesh e Indonésia e gerou uma batalha política no Brasil entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro, que proibiu a compra da vacina em outubro.

A falta de relação entre a vacina e a morte do voluntário não impediu que Bolsonaro se felicitasse com a suspensão dos testes. “Mais uma vitória de Jair Bolsonaro”, escreveu o presidente em sua conta no Facebook em resposta a um seguidor que lhe perguntou se o governo compraria a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac caso sua eficácia fosse comprovada.

“Morte, deficiência, anomalia. Essa é a vacina que Doria queria obrigar o povo paulista a tomar ”, acrescentou o presidente brasileiro na mesma mensagem, em que reiterou que a imunização“ nunca poderia ser obrigatória ”no Brasil, como defende o governador de São Paulo.

No mês passado, Bolsonaro já havia afirmado que “o povo brasileiro não será cobaia para ninguém” e que “não há justificativa para aporte de um bilhão de dólares em um medicamento que nem passou pela fase de testes”, aludindo ao que já tinha falado do Doria ”e que, avisou,“ não será comprado ”pelo seu Governo.