A Paraíba registra mais de 8.000 casos de arbovírus neste ano; Municípios do Sertão lideram em estatísticas

O mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão dessas doenças. De acordo com a SES, apesar do cenário atual da Covid-19, as atividades de controle de arbovírus ainda estão ativas. (Foto: Reprodução)

Por Redação

Na terça-feira (10), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o Boletim Epidemiológico de Arbovírus, citando a 44ª Semana de Epidemiologia, que revela que a dengue mantém registros com 6.128 casos prováveis ​​da doença, seguida da chikungunya com 1.673 notificações e do Zika com 313 .

Segundo o técnico da SES responsável pelos arbovírus, Carli Jaciara, não houve muita variação entre o relatório atual e o anterior. Ele explica que o problema da má notificação ainda existe e que as regiões com maior incidência continuam as mesmas: 13, 4 e 15, localizadas no Sertão, Borborema e Agreste.

“Não há muita diferença entre este boletim e o anterior. Se pegarmos até mesmo a porcentagem de variação e casos prováveis ​​e trazermos para a porcentagem, é quase o mesmo. Tivemos um aumento maior para a chikungunya, em comparação ao mesmo período de 2019. A dengue ainda está reduzida e a zika também ”, destaca.

Em termos de óbitos, o nono boletim apresenta 22 registros suspeitos, um a mais que o documento anterior. Até o momento, a Paraíba teve três mortes, confirmadas pela dengue nos municípios de Sapé, Santa Rita e Aroeiras, e cinco por chikungunya, duas em João Pessoa, uma em Riachão do Bacamarte, uma em Areial e outra em Malta. Quanto ao vírus Zika, foram confirmadas duas mortes, uma em Aroeiras e outra no Riachão do Bacamarte. Treze casos foram arquivados e apenas um ainda está sob investigação.

O boletim informa ainda que, em 2020, foram notificados nove casos de gestantes confirmados pelo vírus Zika, sete laboratoriais e dois critérios clínico-epidemiológicos nos municípios de Araruna, Campina Grande, Água Branca, Picuí, Pocinhos, Vista Serrana e Boa Vista. A técnica enfatiza a importância de se intensificar as medidas preventivas nos casos de gestantes, principalmente no primeiro trimestre da gestação, como períodos de risco para infecção pelo vírus Zika. “Esta é a fase da formação fetal. No entanto, o cuidado preventivo se estende ao longo da gravidez ”, observa ela.

Apesar do cenário atual de Covid-19, as atividades de controle de arbovírus permanecem ativas. Segundo Carla Jaciara, as ações do Núcleo das Arboviroses continuam as mesmas, principalmente para orientar os municípios na notificação, investigação e encerramento dos casos em tempo hábil.

O boletim faz uma série de recomendações às secretarias municipais de saúde, como: sensibilizar a população para a retirada das fazendas do mosquito Aedes aegypti, contribuindo para o controle dos arbovírus da dengue, zika e chikungunya; mantenha-se vigilante ativo para relatar casos suspeitos; realizar coleta de material para confirmação laboratorial dos casos suspeitos e para isolamento viral, a fim de identificar o sorotipo circulante da dengue.

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