Avisos do Centeno, dias do Orçamento. A despesa pública tem que diminuir (e a “contribuição” dos juros será cada vez menor) – Observador

Este é um boletim econômico trimestral que, nesta edição de outubro, como de costume, não inclui previsões para 2022 – na verdade, não há referência ao ano 2022 ao pesquisar as 77 páginas do documento.

Não há (novas) projecções para o próximo ano porque faltam poucos dias para a proposta do Orçamento do Estado – pelo que, até ao próximo Boletim Económico (a ser divulgado em Dezembro), a projecção feita em Junho continuará a valer. era de um crescimento de 5,6% em 2022.

Governo garante que tem espaço para “fazer escolhas”, mas as partes estão “preocupadas”

Quanto a 2021, o Banco de Portugal manteve a projeção de crescimento de 4,8% – mas, por baixo da superfície, esta é uma projeção que traz mudanças relevantes: por um lado, o consumo privado terá uma contribuição maior, crescendo 4,3%, enquanto em junho era esperado apenas 3,3%; por outro lado, o investimento (formação bruta de capital fixo) só aumentará, afinal, 5,6%, quando em junho era esperado um “salto” de 7,6%.

Também o exportações serão menores do que o esperado em junho: as exportações de bens devem aumentar 10,7%, ante os muito mais animadores 17,4% previstos em junho. As exportações de serviços – basicamente, atividade turística – só crescerão 7% em 2021, menos do que os 7,5% calculados anteriormente.

Apesar destas alterações nas componentes do produto económico, afinal o Banco de Portugal antecipa que, “no final do ano, o PIB está próximo da pré-pandemia observada“. “O choque pandêmico se mostrou temporário, apesar do impacto mais longo em alguns setores e empresas”, destaca o boletim econômico trimestral.

Falta de chips, fábricas paralisadas e energia muito cara. Os fantasmas que estão assombrando o retorno

O Banco de Portugal salienta que “nestes casos existe o risco de acumulação de situações de maior fragilidade financeira, o que pode traduzir-se num aumento de empresas inviáveis ​​face a 2019”. Os economistas de Mário Centeno escrevem que “a ação de medidas de apoio à liquidez das empresas foi fundamental, mas pode ter adiado o ajuste necessário de algumas empresas“.

Este é um fator ainda mais preocupante porque, após os 4,8% que a economia deve crescer neste ano de 2021 e os 5,6% de 2022, os próximos anos serão marcados por expansões econômicas bem menos expressivas – e o país precisa prepare-se para um “desaceleração muito significativa no crescimento econômico“, Avisou o governador do Banco de Portugal.

Mário Centeno avisa que “os desafios de crescimento que se colocaram antes desta crise vão voltar a estar presentes na economia portuguesa” e, nessa altura, “para fazer uma economia crescer precisamos desta reafectação de recursos entre sectores. É assim que as economias crescem. Portanto, nós temos que estar preparados para a necessidade de observar esta realocação”.

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