Bolsonaro elogia Decotelli, diz ministro da Educação ciente de seu ‘erro’

Presidente Jair Bolsonaro (nenhuma das partes) postou nas mídias sociais hoje uma mensagem de apoio ao novo Ministro da Educação Carlos Decotelli e mencionou que o economista está “ciente de seu erro” após as “deficiências curriculares” – como descritas pelo CEO – no currículo Lattes.

Bolsonaro também disse que Decotelli provou ser competente à frente do MEC e que recebeu apenas boas recomendações sobre o trabalho dos economistas. Por outro lado, Bolsonaro não disse nada sobre quando será agendada a posse do ministro.

“Desde que anunciei o nome do professor Decotelli ao Ministério da Educação, só recebi mensagens de trabalho e honra. Devido a currículos inadequados, o professor está enfrentando todas as formas de deslegitimação do Ministério”, destacou o presidente.

“Decotelli não pretende colocar um problema em seu portfólio (o governo), ele também está ciente de seu erro. Todos os que viveram com ele estão provando sua capacidade de criar educação e oportunidades inclusivas para todos”, escreveu Bolsonaro.

Minutos antes, o ministro negou as alegações de plágio relacionadas à dissertação de mestrado, explicou por que ele se apresentou como médico – embora ele não tenha se formado na Universidade Rosario, na Argentina, como ele alegou – e confirmou que permaneceu à frente do MEC, mesmo e depois de perguntas sobre o seu currículo.

Posse Decotel adiada pelo governo desde Jair Bolsonaro após inconsistências foram descobertas em sua biografia. A cerimônia estava marcada para amanhã, às 16h, mas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Planalto já havia avisado que não aconteceria naquela data.

O próprio grupo militar que nomeou o ex-professor está envergonhado porque ficou surpreso com os problemas acadêmicos e avalia as conseqüências do caso. Ele também perdeu o apoio que eles tinham entre os professores da fundação Getulio Vargas (FGV). Enquanto isso, vários departamentos ideológicos estão tentando vigorosamente derrubá-lo antes mesmo de ele assumir o cargo.

E hoje, Decotelli reeditou seu currículo Lattes, desta vez depois Universidade Wuppertal, na Alemanha, não reconhece trabalho econômico de pós-doutorado. Site do MEC também foi atualizado. Na semana passada, Decotelli também mudou o currículo depois que o presidente da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, confirmou que não possui doutorado em uma instituição argentina.

Em uma nota, uma instituição alemã Twitter para: “Carlos Decotelli assumiu a presidência da Prof. Dra. Brigitte Wolf para uma pesquisa de três meses em 2 de janeiro de 2016. Até 2017, ela era professora de Teoria do Design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade Wuppertal e agora é emérita. A Universidade Wuppertal não pode dar uma declaração sobre os títulos adquiridos no Brasil “.

O ministro do MEC, Carlos Decotelli, reedita o currículo de Lattes depois que a universidade alemã não reconhece o pós-doutorado em economia

Imagem: Reprodução

Opostos em Lattes

Contradições para o novo currículo do ministro começaram nesta sexta-feira (26), quando o reitor da Universidade Rosário disse A Folha de S.Paulo que Decotelli “cursou o doutorado, mas não o concluiuportanto, eles não preenchiam as condições para obter um doutorado na Universidade Nacional de Liubliana rosário

Na semana passada, a assessoria de imprensa do MEC (Ministério da Educação) informou sobre isso Twitter que o novo comandante da carteira havia concluído os pontos das disciplinas exigidas da Universidade da Argentina, mas a carteira não respondeu se havia defendido a tese de doutorado, necessária para a aquisição do título de médico.

O MEC afirma que Decotelli concluiu os créditos necessários para um doutorado na Universidade de Rosário e apresenta um certificado emitido pela instituição - Reprodução - Reprodução

O MEC afirma que Decotelli concluiu os créditos necessários para um doutorado na Universidade de Rosário e é um certificado emitido por essa instituição

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No fim de semana, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) anunciou que investigaria uma queixa de plágio na dissertação de Dekotelli. Em uma nota, a instituição relatou a localização de um consultor que trabalhava para buscar informações sobre o assunto.

Então, em nota publicada pelo MEC, o ministro afirmou que não cometeu plágio na dissertação de mestrado na FGV e afirmou que, se houver omissões, são “omissões técnicas”.

“O ministro rejeita as alegações de fraude, informando que o trabalho foi aprovado pela instituição educacional e que ele tentou ganhar todos os pesquisadores e autores que serviram como referência e cujo conhecimento contribuiu muito para o enriquecimento de seu trabalho. O ministro ressalta que, se cometido, qualquer omissão , devido a deficiências técnicas ou metodológicas “, afirmou o MEC.

Em um post anunciando um novo titular do MEC nesta quinta-feira (25) Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que Decotelli é formado em economia pela UERJ, possui mestrado pela FGV, doutorado na Universidade de Rosário na Argentina e pós-doutorado na Universidade Wuppertal na Alemanha.

Como oficial da Marinha, Decotelli é considerado uma nomeação confiável pelo núcleo militar do governo. Ao mesmo tempo, harmonizado com o Presidente da República em questões ideológicas e “fiel aos conceitos de guerra cultural”, o que poderia agradar aos “olavistas” (ala dos partidários do ideólogo Olavo de Carvalho).

Decotelli será responsável por estabelecer um “vínculo de academia” com a administração que os militares determinaram que falta na administração da Weintraub.

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