Câmara começa a falar sobre notícias falsas sobre PL nesta semana, diz Maia – 05/05/2020

Apesar da pressão dos bolsonaristas contra a lei de notícias falsas, a Câmara discutirá a proposta esta semana. “Vamos começar a conversar esta semana”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para transmitir notícias em tempo real, Estadão, no domingo, domingo, dia 5.

Controvérsia e críticas ao presidente Jair Bolsonaro, o projeto foi aprovado pelo Senado no dia 30 e propõe um marco inédito na regulamentação do uso de redes sociais, criando a chamada Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. O chefe da Planalta, que costuma usar as redes sociais para fazer política e conversar com seus apoiadores, prometeu vetar a medida.

A proposta exige que as plataformas digitais adotem um nível mais alto de controle na disseminação de notícias falsas na Internet, por exemplo, aplicando a autenticação de todos os perfis nas redes sociais e limitando a possibilidade de disseminar a mesma mensagem. As empresas de tecnologia são contra o projeto.

No dia 4 de sábado, Maia saiu em defesa da moção durante uma conferência na web promovida por um grupo de advogados. Ele argumentou que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), alvos constantes dos bolsonaristas, são atingidos por notícias falsas e precisam ser confrontados.

“Ninguém aqui quer discutir ou renunciar à liberdade de expressão, mas precisamos de regras claras para obter o dinheiro, sem dúvida, que está financiando todos esses movimentos aqui e no mundo, quais são as intenções, como o impacto funciona”, disse ele.

O presidente da Câmara avaliou que a eleição de Bolsonar em 2018 não foi crucial por causa de notícias falsas, mas “o resultado dos erros daqueles que governaram o Brasil nos últimos anos ou décadas”. No entanto, ele disse que o efeito da desinformação no processo democrático é “muito sério”. Maia citou a existência de grupos articulados para atacar o Congresso e a Suprema Corte como se o Presidente da República tivesse poderes absolutos e pudesse dominar outras instituições.

Pressão

O projeto de notícias falsas foi aprovado pelo Senado com 44 votos a favor e 32 contra. Os votos vieram de um aliado do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e da oposição. A visão oposta era, por sua vez, para funcionários do governo e a ala Lavayata. Os apoiadores do presidente Jair Bolsonar aumentaram a pressão contra a proposta depois que ela foi aprovada.

O próprio chefe do Planalta prometeu vetar a medida se tiver a aprovação da Câmara. Na quinta-feira, dia 2, ele apontou a possibilidade de submeter a lei ao “debate popular” para decidir quais pontos serão vetados. “Se o projeto chegar bem, nós o sancionamos. Se chegar como foi o caso (no Senado), não há como impedir o veto”, disse Bolsonaro durante o Live Live na quinta-feira. Os líderes evangélicos que apóiam o presidente da República também se opuseram à mudança na lei, argumentando que isso colocaria um “equívoco” nos usuários de mídia social.

Se o presidente bloquear o projeto, o veto poderá ser revogado pelo Congresso. O cálculo do bolsista é que, neste caso, há uma maior necessidade de votos para manter o conteúdo da proposta. Ao votar um projeto de lei, apenas o voto favorável da maioria dos deputados presentes na sessão é necessário. No entanto, é necessário um quorum de 257 deputados e 41 votos no senador para anular o veto, independentemente do número de congressos presentes.

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