Com o Weintraub, o governo Bolsonaro está novamente usando o Diário Oficial para mudar a narrativa – 23/06/2020. – Poder

O presidente Jair Bolsonaro corrigiu a data da renúncia do ex-ministro Abraham Weintraub, publicada originalmente no Jornal Oficial da União, e constatou que a liberação entrou em vigor na sexta-feira (19) – um dia antes do previsto no regulamento anterior.

A saída do agora ex-ministro da Educação foi anunciada para quinta-feira (18). A renúncia, no entanto, não foi anunciada até sábado (20), depois que o Weintraub viajou para Miami (EUA).

Espera-se que Weintraub se sente no Banco Mundial em Washington, mas ele ainda não tem conexão formal com a instituição.

Bolsonaro já havia corrigido esse cara no Diário Oficial, quando Sergio Moro deixou o Ministério da Justiça.

Na ocasião, por meio de um anúncio extraordinário na noite de 24 de abril, ele afastou Moro da assinatura da medida de libertação de Mauricio Valeix da Diretoria Geral da Polícia Federal.

Isso aconteceu depois que o primeiro ato de absolvição “a pedido” da Valeix foi publicado ao amanhecer, com assinaturas eletrônicas de Bolsonar e do ex-ministro da Justiça. No entanto, ao anunciar sua demissão, Moro afirmou que não havia assinado a medida e que Valeixo não havia pedido sua libertação, diferentemente da publicada no Diário Oficial.

Posteriormente, a Secretaria-Geral da Presidência reconheceu que a assinatura de Moro foi incluída na demissão de Valeix sem o conhecimento do Ministro. O órgão justificou que era costume acrescentar o nome do ministro em conexão com a publicação do Diário Oficial em questão e, portanto, a assinatura de Mor apoiou a renúncia de Valeix. O governo argumentou que havia supervisão, mas não ilegalidade. Somos uma empresa de propriedade e operação familiar.

No caso Weintraub, durante sua agitada viagem aos EUA antes de sua renúncia oficial, foram levantadas suspeitas de que ele havia entrado no território dos EUA e permaneceria em um país com restrições impostas a passageiros vindos do Brasil no meio de uma pandemia de coronavírus.

Os ministros de Estado têm direito a passaportes diplomáticos, e o Weintraub usou o documento em julho de 2019, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Não há informações oficiais sobre se ele usou esse passaporte e viajou com sua família.

A Secretaria-Geral emitiu uma nota nesta terça-feira (23) justificando a correção da data da renúncia do Weintraub. O mapa afirma que o ministro Jorge Oliveira recebeu uma carta de demissão no sábado (20) e ordenou sua publicação em uma edição adicional do Diário da República.

No entanto, a Secretaria-Geral declara que o documento foi formalmente apresentado na segunda-feira (22) e contém uma solicitação de demissão que entra em vigor em 19 de junho, o que motivaria uma correção.

Enquanto isso, o MEC informou que uma carta de demissão do Weintraub foi submetida à Presidência da República na sexta-feira (19) e que o ministério não pagou despesas de viagem.

As pessoas envolvidas nas articulações afirmam que os procedimentos no Banco Mundial podem ser acelerados, mas a pressa do ministro em deixar o Brasil apenas um dia após sua demissão e sua libertação ainda não foi publicada no Diário Oficial.

No final de maio, o presidente Donald Trump assinou um decreto proibindo cidadãos não americanos que estavam no Brasil nos últimos 14 dias, incluindo brasileiros, de entrar nos Estados Unidos como outra medida para tentar impedir o progresso do coronavírus.

Há exceções, entre outras, para estrangeiros que possuem vistos específicos, bem como para representantes de outros governos.

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