Drogas proibidas por atletas testados no tratamento de Andrew Kampff Covid-19 – Law in the Field

Escrito por Ivana Negrão

Uma novidade é o uso de eritropoietina sintética, mais conhecida como EPO, para o tratamento de casos graves da doença. A pesquisa foi realizada no Instituto Max Planck de Medicina Experimental, em Göttingen, Alemanha. Por causar um aumento na capacidade de oxigenação muscular, devido ao aumento da produção de glóbulos vermelhos no sangue, o medicamento é amplamente utilizado em pacientes com insuficiência renal ou com anemia profunda. “Além disso, é amplamente utilizado para doping”, informa o infectologista Celso Ramos.

O caso mais famoso do doping da EPO é o ciclista Lance Armstrong. A lenda do ciclismo que ele venceu o Tour de France sete vezes (de 1999 a 2005), todos os títulos foram revogados para o atleta. Mas o que fez os cientistas considerarem a EPO em favor das pessoas infectadas com o Covid-19?

Um paciente hospitalizado em estado grave com baixos valores sanguíneos, em um hospital iraniano, no final de março, melhorou após a prescrição do medicamento. Outros indicadores vêm precisamente da América do Sul, e casos críticos são menos comuns em áreas de alta altitude, onde as pessoas produzem naturalmente mais EPO no corpo e são mais adaptadas à falta de oxigênio.

“Eu defendo a ciência. Portanto, qualquer medicamento usado antes precisa de comprovação de eficácia. Não conheço os efeitos da eritropoietina no vírus ou no sistema imunológico. Precisamos experimentar e ter evidências científicas”, defende Celso Ramos.

Uma preocupação adicional é que a nova utilidade clínica desse medicamento possa aumentar os casos de doping ou até mesmo fazer com que o uso de EPOs na luta contra o coronavírus seja uma desculpa ”, alerta a especialista biomédica Lara Santi, especialista em antidoping.

É importante que os atletas saibam que não estão isentos de entrar no antidoping se usarem EPO. Especialmente porque, para o uso terapêutico de qualquer substância, deve haver uma liberação anterior ou subsequente, que é aprovada com base em relatórios médicos. Profissionais que tratam atletas de alto desempenho precisam estar cientes.

A mesma regra se aplica aos corticosteróides. Ao contrário da EPO, já existem evidências da eficácia de doses moderadas de dexametasona em pacientes crônicos no Covid-19. “Não é para uso preventivo ou para pacientes com formas leves ou moderadas da doença”, enfatiza o infectologista Celso Ramos.

No meio de uma pandemia, não há liberações para o uso de substâncias proibidas. Os códigos permanecem válidos e os testes continuam normalmente, mesmo se estiverem restritos a sites com isolamento social ou que registrem picos de infecção por coronavírus. “Parece que o mundo parou, mas a regra permanece a mesma. As Olimpíadas vão acontecer e o trabalho precisa continuar”, explica Lara Santi.

Os testes de EPO também continuam. “O Covid-19 pode ter conseqüências tão graves para a saúde que precisamos examinar todas as evidências do efeito protetor que a EPO pode ter. Finalmente, atualmente não há vacinas ou medicamentos disponíveis. É por isso que estamos preparando um ensaio clínico, o chamado estudo de evidências conceituais”, explica Hannelore Ehrenreich. um cientista do Instituto Max Planck de Medicina Experimental. Nesses testes, pacientes Covid-19 em estado crítico receberão quantidades adicionais de EPO.

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