Em um dia com 965 mortos por Covid, Bolsonaro ouve panelas, come cachorro-quente e causa multidões – 23/05/2020 – Poder

Presidente Jair Bolsonaro neste sábado (23) em Brasília causou uma multidão de pessoas em mais de uma situação. Em uma das estações, ele parou de comer cachorro-quente na rua e logo foi cercado por um grupo de espectadores e apoiadores.

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil neste sábado atingiu 22.013 (23), segundo o Ministério da Saúde. Em 24 horas, houve 965 novas mortes.

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada no meio da tarde e foi ao apartamento do ministro-chefe da Secretaria do Governo, Luiz Eduardo Ramos. De lá, ele foi para a casa de seu filho Jair Renan Bolsonaro.

A presença do comboio de segurança presidencial atraiu observadores. Quando o presidente deixou o prédio, um grupo de apoiadores se reuniu em busca de fotos. Ele deu ordens e levou a criança nos braços.

Gritos contra o presidente e o início do pote foram ouvidos nos prédios vizinhos.

Ele então foi a uma cesta tradicional de cachorro-quente na Asa Norte, região de Brasília. Devido às restrições de prevenção de coronavírus adotadas pelo governo federal, não há mesa de jantar no local.

Bolsonaro veio, perguntou se ele poderia comer ali e conseguiu uma resposta afirmativa. Ele comeu em pé na calçada e ainda estava cercado por um grupo de pessoas, causando outra aglomeração.

Para comer o cachorro-quente, o presidente colocou uma máscara no pescoço. Sem proteção por máscara, ele falou com os apoiadores e até se queixou, enquanto ria, de que a imprensa diria que havia causado aglomeração. Ele também tirou fotos com as pessoas e carregou outra criança no colo.

Enquanto os apoiadores o chamavam de “mito”, ouviram-se gritos de “fascistas” e “assassinos”, além de panelas em prédios vizinhos.

No momento, Bolsonaro disse que não daria uma entrevista aos repórteres e só falava sobre futebol.

Desde o início da pandemia, o presidente mitigou o impacto do coronavírus e se opôs às medidas de distanciamento social, atitude que culminou na demissão de dois ministros da saúde em um mês, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

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