Indiretos, elogios e explosões: um PL de notícias falsas causou um clima no Senado

Senadores participam de sessão na qual foram votados votos contra notícias falsas (Jefferson Rudy / Agência Senado)

Aprovação do Senado PL 2630/2020, datada de PL notícias falsas e transparência em Internet, opiniões divididas. Os proponentes da proposta argumentam que o texto fornece aos usuários uma proteção significativa contra conteúdo falso e práticas ilegais, enquanto os oponentes do PL dizem que ele restringe a liberdade de expressão, ameaçando privacidade e mantém os investimentos afastados do país.

Se houver alguma dúvida quanto à correção do PL, não há como discordar do fato de que a sessão de audiência que terminou com sua aprovação foi muito movimentada. Eles atraíram alguns movimentos incomuns, como os títulos dos livros exibidos nas prateleiras atrás dos senadores e as formas de interação entre os congressistas em sessões remotas.

Em particular, tenho minhas reservas sobre as expressões que surgiram no Senado, especialmente no que diz respeito ao regime de prestação de contas à rede e ao aumento das detenções. Dados pessoalmente. Mas este texto não se atreve a opinar sobre o conteúdo da proposta, mas lembra alguns detalhes de uma sessão deliberada que poderia ter escapado àqueles que não ficaram mais de quatro horas colados à transmissão do TV Senado.

Aqui separamos alguns desses momentos que nos ajudam a entender a temperatura dos debates e o que está por vir quando o texto provavelmente voltar ao Senado depois de passar pela Câmara dos Deputados.

“Pratos de prato em chulipi e pimba em gorduchinhi”

A missão do senador Angel Coronel exigia espaço para respirar, pois o relator substituto deveria incluir, além de apresentar seu texto, uma análise das centenas de emendas apresentadas ao PL, destacando o nome do autor e se ele foi aceito ou rejeitado.

O senador tomou a voz para invejar muitos narradores esportivos, acelerar a leitura em alguns pontos e injetar drama em outros. O fato de a leitura ocorrer em transmissão remota apenas aumentou o efeito das histórias esportivas.

Prezados

O senador Mecias de Jesus “é uma figura alegre, uma figura inteligente, uma figura surpreendente”. Senador Marcos do Val “o homem é Swat do Congresso Nacional”. O relatório do senador Angel Coronel, da Reading, também contou com uma lista de qualificações mencionadas a cada nova menção a um de seus colegas que propôs as emendas.

Portanto, a leitura do relatório ofereceu uma certa janela para a composição do Senado, através dos comentários gentis e às vezes bem-intencionados dos relatores. Foi difícil acompanhar todas as citações ao vivo, mas existem apenas breves notas de sessão. Para quem perdeu siga a lista:

  • Randolfe Rodrigues – “uma mente pródiga‘”uma das pessoas mais inteligentes do Congresso Nacional
  • José Serra – “um homem que revolucionou a saúde promovendo a indústria de genéricos
  • Jean Prates – “um dos grandes colaboradores deste substituto de partida, à sua maneira calma, prática e conciliadora”
  • Eliziane Gama – “a grande guerreira”, “uma das mentes pródigas desta casa”
  • Vanderlan Cardoso – “Prezado senador do PSB, de Goiás, da Bahia, Rondônia, Roraimense”, “tenho a honra de ser seu amigo”
  • Styvenson Valentim – “Caro Amigo”, “Uma das Descobertas deste Congresso”
  • Fabiano Contarato – “uma das principais figuras deste Congresso Nacional”, “talvez uma das pessoas que tem uma sensibilidade que ele até nos inveja”
  • Humberto Costa – “um dos senadores mais quentes desta casa”
  • Dário Berger – “uma das principais pessoas deste parlamento”
  • Jorge Kajuru – “um grande apresentador de televisão, comunicador, um homem que realmente presta homenagem ao Senado da República”
  • Jaques Wagner – “ex-governador da Bahia por dois mandatos consecutivos, que conseguiu mudar a história da Bahia há 16 anos”
  • Rodrigo Cunha – “jovem senador”, “pessoa focada e inteligente”
  • Mecias de Jesus – “figura alegre, figura inteligente, figura impressionante”
  • Zequinha Marinho – “uma personagem que nos fascina a todos
  • Wellington Fagundes – “meu amigo de longa data, nosso querido Rondonópolis”, “marido da minha querida amiga Mariene Fagundes”
  • Jader Barbalho – “grande líder do estado do Pará”
  • Fernando Collor – “grande presidente”, “revolucionou o sistema automotivo brasileiro!”
  • Weverton Rocha – “um grande senador, líder do estado do Maranhão, que presta homenagem a esta casa, meu amigo pessoal
  • Esperidião Amin – “senador nobre”, “com quem tivemos o prazer de uma discussão matinal na estação de rádio hoje
  • Louise do Carmo – “nossa amiga de Goiás
  • Marcos do Val – “grande e jovem Marcos do Val”, “homem do Congresso Nacional da SWAT”
  • Zenaide Maia – “nossa médica, doença contagiosa, ótima mãe e ótima política
  • Eduardo Gomes – “um grande amigo do Tocantins”, fazendo um excelente trabalho como líder do governo
  • Paulo Rocha – “uma das pessoas mais focadas, calmas, pacíficas e empoderadas desta Casa”
  • Daniela Ribeiro – “uma ótima parceira no relatório
  • Kátia Abreu – “Senadora de Guerra do Estado do Tocantins”, “Ex-Ministro”
  • Leila Barros – “uma grande atleta, um dos orgulhos do Brasil em campo e que hoje orgulha o Brasil no Parlamento”

Conversando livros

Eu tenho o mau hábito de perceber as prateleiras de outras pessoas. Se essa já era uma característica embaraçosa na hora de visitar as casas de outras pessoas, agora ficou cada vez mais complicado em quarentena quando o interior da casa de ministros, parlamentares, senadores e jornalistas começou a aparecer com mais frequência em programas, sessões e entrevistas. eles não estão dispostos com impunidade. Quando a casa está muito arrumada, ninguém parece morar lá e toda a organização serve a um propósito.

Da mesma forma, os livros que aparecem nas prateleiras dos alto-falantes da televisão podem não ter terminado naturalmente. Pelo contrário, eles são colocados lá para enviar uma mensagem, para enviar mensagens. Isso sempre acontece.

Na sessão aprovada pelo PL2630, o senador Plínio Valério começou alertando que o Senado havia votado apressadamente o texto e que havia uma importante discordância quanto à sua origem. Atrás dele, em uma prateleira, havia um livro “.A arte da prudência “, autor Baltasar Gracián, nessa edição econômica de Martin Clarett, que serve tanto como livro quanto como exame para os olhos. Existem duas maneiras de resolver problemas de visão. Coincidência ou mensagem?

Mais tarde, quando foi decidido votar, “The Art of Prudence” saiu do palco para dar espaço ao livro “.Como morrem as democracias “, escrito por Levitsky e Ziblatt. Quem sabe, no futuro, os mergulhadores descobrirão vestígios de nossa civilização incomum em que congressistas se comunicavam através de livros na estante?

Posso estar enganado, mas acho que vi a “Arte da Guerra” de Sun Tzu, que estava em uma prateleira de madeira no canto esquerdo, atrás do senador Álvaro Dias. Era aquele velho disco branco, com prefácio de James Clavell. Sucesso em livrarias. Lembrando que “a arte da guerra” não é um livro sobre regulamentação.

(Jefferson Rudy / Agência do Senado)

O que vem a seguir?

Alguns senadores manifestaram sua discordância com a forma como a votação ocorreu, sem passar pelas comissões dadas o regime extraordinário do Senado, exceto para criticar o conteúdo da própria lei. Segundo o senador major Olímpiou, “matamos uma vaca para impedir um carrapato”.

O senador Espiridião Amin lembrou que o texto do PL foi votado “com o fígado”, pois muitos senadores procuravam criar ferramentas para impedir que ataques de rede fossem realizados a partir de suas experiências pessoais, o que muitos relataram durante a sessão.

O senador Alessandro Vieira, autor do projeto no Senado, comemorou a aprovação anunciando algumas das medidas contidas na lei.

A próxima fase do PL é seu processamento na Câmara dos Deputados. Lá, o presidente da casa, Rodrigo Maia, já indicou que o texto terá prioridade.

Presidente Jair Bolsonaro, que será o responsável por sancionar ou vetar as disposições do PL, Ele disse em um show ao vivo que o projeto “falhará” e perguntou se deveria passar por uma “consulta popular”.

Seguimos o que os deputados (e os livros em suas prateleiras) dirão.

Quando ele falou sobre estantes de livros, enquanto o presidente Bolsonaro falou ao vivo sobre PL, as estantes de livros ali mostravam uma série de livros antigos, encadernados finamente, exceto por dois calendários de Caix Econômic e Presidente Embratur com um acordeão. Foi uma coincidência ou alguma outra mensagem?

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