iOS 14: apresentação sem sal “esconde” as notícias mais úteis da Apple – 23.06.2020

Apresentando nesta segunda-feira (22) seu novo iOS 14, o sistema operacional que deve chegar em setembro, a Apple concentrou-se muito em recursos que ajudarão a corrigir a “zona” dos aplicativos para iPhone, mas algumas das notícias mais doces acabaram sendo “escondidas” no caso.

A empresa iniciou a apresentação da WWDC 2020, discutindo como repensar a tela principal do telefone e como você deseja limpar essa bagunça de aplicativos. Vamos ser sinceros: nada muito bombástico.

Se lembrarmos que, com o iOS 11, tivemos a introdução de um “centro de controle” que realmente mudou nossos telefones e que, no ano passado, vencemos no tão esperado “modo escuro” do iOS 13, a organização de aplicativos não funciona tão fortemente. O iOS 14 parece mais com o iOS 12 devido à falta de notícias.

Pior: para variar, a maioria dos principais recursos destacados pela empresa apareceu pela primeira vez no Android e agora está migrando para o iOS, mostrando uma tendência para a Apple perder seu espírito pioneiro nos últimos anos – independentemente das notícias de hardware ou software.

Bem, pelo menos continua apostando na longevidade do que produz: o novo sistema será válido mesmo para quem comprou o iPhone iPhone 6S, um dispositivo lançado em 2015. Pelo menos mostra respeito pelo usuário. Muitos outros fabricantes param de atualizar apenas alguns anos após o lançamento do dispositivo.

Apesar disso, recursos como “App Library” e “Widgets” que ganharam a importância mais proeminente não resistem a muita emoção. A biblioteca de aplicativos será usada para empilhar várias páginas de aplicativos gratuitos por telefone celular, mas o exemplo foi algo quase irreal: um telefone celular com sete páginas de aplicativos soltos, sem nenhuma pasta.

Essas notícias devem afetar pessoas mais desorganizadas, mas não mudam nada para quem tem o hábito de criar pastas e adicionar aplicativos a elas logo após o download. É, obviamente, um recurso válido e útil, mas é usado em vários casos.

Os widgets, não posso negar, eram muito bonitos no iPhone. É claro, no entanto, que eles são uma cópia boba do Android. E quando uso o sistema do Google, raramente adiciono esses widgets, com exceção dos widgets climáticos. A Apple também não evitou se tornar uma piada, e os internautas comparam “novos widgets” aos telefones Nokia há mais de uma década. “Pense de maneira diferente”, ele retarda o tweet abaixo, citando a frase da empresa.

Por esse parâmetro, tudo parecia um pouco sem sal. Mas os desenvolvedores podem gostar: um, nosso blogueiro Guilherme Rambo, já está experimentando e apenas os aplicativos mais usados ​​com widgets preferidos permanecem na tela principal.

Notícias úteis ocultas

Após a apresentação precipitada da Apple, pudemos ver com calma o que mais aguarda no novo iOS. Algumas das principais inovações passaram despercebidas ou não foram mencionadas, e esses são detalhes com mais potencial para realmente mudar a vida de um usuário.

Por exemplo, você, um usuário do iPhone, finalmente não precisará parar de usar o telefone quando receber uma chamada, se quiser ignorá-la. A chamada agora aparecerá na tela como uma notificação na parte superior e você poderá aceitar, rejeitar ou simplesmente ignorá-la – um recurso que existe na maioria dos telefones Android há anos. Até agora, a chamada ocupou toda a tela do iPhone e não foi possível ignorá-la sem responder ou rejeitar.

Talvez a Apple não tenha enfatizado muito isso por causa do atraso em trazer algo tão básico e simples. O mesmo se aplica à Siri: agora ela não assume mais a tela inteira quando ativada, apenas aparece como um ícone na tela.

Outra novidade que alguns notaram é que o iOS 14 finalmente permitirá que você procure por emojis no teclado. Atualmente, oferece sugestões com base no que você digita, mas na verdade não permite a pesquisa.

Guilherme Rambo também percebeu um detalhe que faz a diferença. Agora, o ponto verde na parte superior da tela, ao lado do ícone da bateria, notificará você se a câmera do telefone estiver ligada, como já acontece com os computadores Apple. Parece bobo, mas ótimo para privacidade e segurança do usuário.

Outro recurso mostra um desvio da estratégia da Apple de priorizar aplicativos: obviamente, no iOS 14, poderemos selecionar aplicativos e navegadores de email de terceiros como “padrões”, como Outlook, Google Chrome e outros. A Apple nem falou sobre isso na apresentação.

Bem, eles apontaram algo ótimo: a capacidade de assistir a vídeos de fundo no iOS, que já estão presentes no Android, é muito agradável. Isso mostra que a Apple abraçou de uma vez por todas as inúmeras possibilidades criadas pela crescente tela de telefones celulares.

O aplicativo Clips promete

Outra notícia interessante sobre a qual a Apple colocou uma ênfase de três minutos – apesar de jogar lá até o final da apresentação do iOS – foi o App Clips. Esse recurso permitirá que você use os recursos do aplicativo sem precisar fazer o download do aplicativo inteiro.

Em 2017, o Google lançou o Instant App, um recurso destinado a celulares desordenados (geralmente os mais baratos e com menos memória), onde era possível usar os recursos do aplicativo sem a necessidade de fazer o download. Anos depois, ele não pegou o Android, mas agora a Apple tem algo parecido.

Como a Apple até brincou em sua apresentação, “existe um aplicativo para todos”. E quantas vezes tivemos que usar um aplicativo, registrar-se, usar um recurso necessário no momento e excluí-lo ou deixá-lo abandonado em nosso telefone celular?

O aplicativo Instant não funcionou até agora, talvez devido à falta de suporte do Google, que não ampliou o recurso para seus desenvolvedores. Se a Apple empurra, quem sabe?

Vale lembrar, no entanto, que o relacionamento da Apple com seus desenvolvedores é tortuoso: ao mesmo tempo em que reclamam das altas taxas da App Store, eles também sabem que o reembolso de aplicativos para iPhone é maior que o do Android, apesar do Google ter mais usuários.

O App Clips tem algumas boas idéias, como a capacidade de fazer login via Apple sem preencher um registro e até pagar via Apple Pay. Se o Instant App foi projetado devido à falta de espaço em um telefone móvel, os App Clips são compatíveis com a funcionalidade – mesmo porque o espaço não é um problema para os usuários do iPhone. Resta saber se ele será “pego”.

E a tecnologia pós-Covid?

Como vivemos em um “novo estado normal” que precisa lidar com uma pandemia, a Apple deveria introduzir tecnologias que ajudarão a lidar com a doença. Por outro lado, o que aconteceu foram tecnologias redundantes que se tornaram uma piada.

Na apresentação, a empresa mostrou, por exemplo, que o Apple Watch perceberá quando você lava a mão (e até mesmo quando você pega sabão) para contar o tempo de lavagem e que agora você pode colocar uma máscara no seu Memoji.

Nada tão novo que poderia ajudar a combater uma pandemia. Resta aguardar a apresentação dos produtos físicos da Apple para ver se algo vai mudar para facilitar o tratamento da doença – há especulações sobre o medidor de temperatura e o oxímetro embutidos no telefone.

Vale ressaltar que a Apple não esperou que a WWDC alterasse seu software para combater o coronavírus: tanto a Apple quanto o Google atualizaram seu sistema há alguns meses com tecnologias que ajudam a rastrear infecções por bluetooth. Nesse ponto, era algo louvável que as empresas nos trouxessem algo urgente.

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