Plataformas, entidades e personalidades reagem contra a votação no # PL2630

A partir do final desta quarta-feira à tarde, 24 de junho, quando substituto para o senador Angel Coronel (PSD-BA), um projeto criado pela Lei das Notícias Falsas foi submetido ao Senado, a campanha vencida nas mídias sociais exigindo a suspensão de seu voto, prevista para esta quinta-feira, 25/6.

Pela quarta vez, o PL, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), está em pauta. O texto foi adiado sucessivamente para que o relator pudesse ajustá-lo. Ajustes que adicionaram novos em vez de resolver problemas existentes.

Muitos acreditam que, como está agora, o PL se tornará uma lei que intimida a cidadania e a leva a ela perseguição política, Exatamente o que você deseja evitar.

Para entidades que integram Coligação sobre Direitos de Rede, aprovação de um projeto que viola a privacidade, segurança e instituto de vigilância na Internet é muito perigoso para o exercício da liberdade de expressão e, portanto, para a garantia dos direitos humanos básicos e da própria democracia.

Ronaldo Lemos, do ITS-Rio, vê o texto como um ataque à privacidade e liberdade de expressão. “É discriminatório e impede o acesso à rede pela população mais pobre. Os únicos artigos que tratam de ‘siga o dinheiro’ foram abolidos”, afirmou ele em um tweet.

Ter mais!

“O artigo 12 atrasará a remoção de conteúdo racista, incitação ao suicídio, auto-realização de crianças e até imagens de abuso sexual infantil”, alertou Safernet. “A substituição de relatores, ao contrário da lei aplicável (ECA, MCI, LGPD), prejudica as boas práticas internacionais e promove um verdadeiro oeste digital no Brasil. O conteúdo ilegal deve ser removido imediatamente, sem limite de tempo de defesa, punível com conflito com o ECA, art. 241-A § 1 e causar danos reais e irreparáveis ​​às vítimas de crimes graves e violência na Web, e o resultado será contraproducente para combater as informações erradas. . “

Existem muitos problemas técnicos. Vários deles já estão presentes no texto que circula no final de semana, sobre o qual falei aqui.

Existem desvantagens relevantes, mesmo com a própria Lei Geral de Proteção de Dados, de acordo com dados de privacidade de dados. Organizações de vários países também assinaram carta que aponta para os problemas do PL do ponto de vista das normas internacionais de direitos humanos.

Na terça-feira (23/6), o senador Álvaro Dias (Pode-PR) apresentou uma solicitação solicitando que a votação do projeto fosse adiada. Nas mídias sociais, outros senadores apoiaram a ideia, argumentando que o tópico precisava de mais discussão.

“Um projeto tão polêmico como este, que está interferindo na vida de mais de 170 milhões de brasileiros, não pode ser desperdiçado no amplo debate na Comissão de Constituição e Justiça. [CCJ]”, defendeu o senador no posto.

Hoje, plataformas, atores da sociedade civil, indivíduos e acadêmicos estão assinando uma carta aberta pedindo uma suspensão dos votos hoje e mais tempo para discussão, para propor um novo relatório, mais consensual e equilibrado.

“O processo de desenvolvimento de diagnósticos e princípios seria fundamental para implementar agora, aprovar uma lei da informação em vez de uma lei da desinformação”, disse Mariana Valente, da InternetLab. em audiência também realizada na terça-feira, em que a senadora Kátia Abreu (PP / TO) não teve certeza de votar no PL sem muito debate.

Verifique a carta aberta.

Novo relatório PL 2630/2020 ameaça a privacidade, liberdade de expressão e segurança de milhões de brasileiros, afetando diretamente a economia do país

Mesmo durante uma pandemia, o Senado pode votar em um texto sem tempo para amplo debate

O relatório do projeto de lei 2630/2020, divulgado no final da tarde de quarta-feira, menos de 24 horas antes do horário definido para sua votação pelo Senado federal, cria vários problemas que podem ter um impacto generalizado e catastrófico em milhões de pessoas. Brasileiros e a economia do país, afetando significativamente o acesso à rede e os direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a privacidade dos cidadãos na Internet.

Órgãos de representação, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, empresas e cidadãos que assinam esta nota e defendem o direito de todos a informações de qualidade, contra o uso da Internet para promover o ódio e o crime e espalhar mentiras, alertam para os altos riscos de votar no relatório. que não foi debatido por todos os senadores, nem pela sociedade.

Num contexto em que o Senado debate através de um sistema remoto, sem comissões, o debate sobre esse assunto foi ameaçado desde o início. No entanto, vários esforços foram feitos nas últimas semanas por vários setores para propor propostas para combater o uso indevido de plataformas da Internet, aumentar sua transparência e combater desinformação, sem violar a liberdade de expressão e privacidade dos brasileiros. Apesar deste plano conjunto de construção, um relatório oficial foi divulgado na quarta-feira à tarde e está programado para ser votado na quinta-feira, menos de 24 horas para análise e discussão entre o senador e a sociedade brasileira.

Nesta nova versão do relatório, o PL 2630/2020 se tornou um grande projeto de coleta de dados para pessoas, pondo em risco a privacidade e a segurança de milhões de cidadãos. Sem tempo suficiente para discutir e amadurecer, o texto poderia resultar em uma lei estabelecendo uma nova estrutura regulatória para a Internet, baseada na identificação e vigilância em massa, impossibilitando o uso de redes sociais e aplicativos de comunicação.

Além disso, o projeto está afetando fortemente a economia e a inovação, em um momento crucial em que precisamos unir forças para a recuperação econômica e social do país.

Como resultado, exigimos que o Projeto de Lei 2630/2020, que estabelece a lei brasileira sobre liberdade, responsabilidade e transparência na Internet, seja retirado da agenda do Senado para que seja amplamente discutido e um novo relatório mais consensual seja proposto e equilibrado.

Placa:

Facebook
Google
Instagram
Twitter Brasil
e aí
fatos
Associação Latinoamericana da Internet (ALAI)
Fraude eletrônica
SaferNet Brasil
Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio)
Dínamo
Baptista Luz Advogados
ISOC Brasil (capítulo brasileiro da Internet Society)
Instituto de Liberdade Digital
Brasil sobre privacidade de dados
Associação do Brasil Online Online
Associação Nacional de Inclusão Digital
Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net)
Redetelesul
Coligação sobre Direitos de Rede
InternetLab
Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN)
Fórum Nacional de Democratização das Comunicações (FNDC)
Instituto de Direito e Tecnologia de Recife (IP.rec)
Matsuda Invest
Instituto WCF
Instituto Vita Alere para Prevenção e Prevenção de Suicídio
ABEPS – Associação Brasileira para o Estudo e Prevenção do Suicídio
Transparência Brasil
Agência Lupa
Centro de Gerenciamento de Políticas de Informação (CIPL)
Brasscom, Associação Brasileira das Sociedades de Tecnologia da Informação e Comunicação
Projor – Instituto de Desenvolvimento do Jornalismo
Associação Brasileira de Internet (Abranet)
Associação Brasileira de Reportagem Investigativa (ABRAJI)
IAB Brasil
SEINESP – Associação das Empresas de Internet de São Paulo
Centro de Estudos de Direito, Internet e Sociedade – CEDIS / IDP
Amcham Brasil – Câmara de Comércio Americana para o Brasil
Davi Tangerino e Salo de Carvalho Advogados
Rede Não Bata, escola
Observatório de Direito Penal
Advogados de TozziniFreire
ICC Brasil – Câmara de Comércio Internacional do Brasil
ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software
MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
Creative Commons Brasil
Advogados Pinheiro Net
Moraes Pitombo Advogados
Rumors.org
Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-RJ

Associação individual:

Marco Faustino (E-scams)
Felipe Neto Rodrigues Vieira (Felipe Neto)
Thiago Tavares
Rodrigo “Kiko” Afonso (Dínamo)
Pedro H. Ramos (B / Luz Advogados / Dínamo)
Ivo da Motta Azevedo Corrêa (XVV Advogados / INSPER)
Andressa Bizutti Andrade (B / Luz Advogados / Mestrando USP)
Diogo Rais
Ulysses Pompeo
Gustavo Gorenstein (bxblue)
Percival Henriques de Souza
Nome Rodrigo
Gillian Alonso Arruda (Localizador de Alimentos)
Humberto Matsuda
Roberta Gazola Rivellino
Itamar Gonçalves Batista
Evandro Antonio Ramos Terra Varonil de Sousa
Taís Gasparian
Fernanda Nones (Resultados digitais)
Carina Bruno Lima
Marlon Reis
Eva Cristina Dengler
José Janone Junior
Prof. Dr. Marcel Leonardi (FGV-SP)
Pedro Noel
Danilo Doneda (IDP) “

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