Por que o uso do ditafone Lava Jato se tornou alvo de uma investigação – 2 de julho de 2020

O uso de gravadores de chamadas telefônicas é um dos motivos do conflito entre a PGR (Procuradoria Estadual) e a Lava Jato no Paraná. A maneira como o equipamento é usado tem sido objeto de questionamento desde a cúpula do MPF (Ministério Público Federal) aos promotores da operação e, após uma denúncia do grupo de trabalho de Curitiba, agora é alvo de uma investigação pelo departamento de assuntos internos da agência.

A PGR justifica que o objetivo da investigação é “determinar a correção de seu uso [do gravador], bem como o cuidado e cautela necessários para lidar com esse tipo de equipamento pelos responsáveis ​​”, além de saber onde estão as gravações. Curitiba entre a última terça-feira (23) e a quinta-feira (25). o grupo de trabalho acusou Lindôra solicitar, sem aprovação, informações confidenciais da operação.

O pano de fundo da visita e as conseqüentes objeções é o fato de que o regulamento sobre a existência do PR Lava Jato será válido até 12 de agosto, e cabe ao PGR decidir se será renovado. Na versão da operação em Paran, que questionou o grupo de trabalho sobre equipamentos de gravação de voz adquiridos pela operação, ele era o Secretário de Segurança Institucional MPF, delegado federal Marcos Ferreira dos Santos, que acompanha Lind Curitiba.

O próprio Lava Jato admitiu que comprou o ditafone em 2016. O dispositivo é usado para gravar o som de chamadas feitas em telefones no escritório de operações de Curitiba. “O sistema não empresta para fazer o que é conhecido como ‘torneira de telefone'”, disse Lava Jato em uma carta.

Ainda de acordo com o grupo de trabalho, foram feitas gravações a pedido de cada servidor ou advogado da operação. O promotor aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima – que serviu em Lava Jat entre 2014 e 2018 – foi o único investigador a solicitar o registro de suas entrevistas, disse o grupo de trabalho.

Carlos Fernando dos Santos Lima, advogado aposentado e ex-membro da Lava Jato

Imagem: Imagem / Detecção

Ele confirmou Twitter eles pediram gravações. “Como o sistema estava disponível, solicitei uma gravação para me proteger de possíveis deturpações das linhas”, explicou. Lima disse que usou sua extensão em Lava Jat para eventualmente conversar com outros advogados investigadores, repórteres ou advogados. Ele reconhece que questões estratégicas podem ter sido abordadas nas chamadas e que, portanto, foram registradas.

O ex-membro da Lava Jato, no entanto, disse que não sabia o que havia sido feito nos arquivos dessas conversas. “Eu não tenho idéia do que aconteceu com isso”, disse ele. “Eu esqueci completamente, então nem pedi para desligar minhas extensões quando me aposentei.”

Segundo Lava Jato, “devido a um erro operacional”, as gravações iniciadas em 2016 foram feitas até o momento porque “os usuários não estavam cientes da necessidade de solicitar explicitamente o fim da gravação de suas próprias extensões”.

Ex-lava Jato se opõe à abordagem na “investigação genérica”

Lima enfatizou que todo cidadão pode gravar as ligações que faz ou recebe, sem a aprovação prévia da pessoa do outro lado da linha. O STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu que esse tipo de registro não é ilegal e pode até ser usado como prova em processos judiciais.

Para um promotor aposentado, no entanto, o chefe do MPF não tem o direito de analisar todos os arquivos de áudio em uma investigação geral. “Seria necessário estabelecer um procedimento especial de assuntos internos para acessar determinadas imagens”, disse ele.

Segundo a PGR, que negou irregularidades durante a visita de Lindôri, o subsecretário esteve em Curitiba para uma reunião de trabalho previamente agendada e não “solicitou uma troca informal de informações” nem “reviu” o trabalho do grupo de trabalho.

Lindôra Araújo, coordenadora de Lla Jato na PGR - Agência Gil Ferreira / CNJ - Agência Gil Ferreira / CNJ

Advogada Lindôra Araújo, coordenadora de Lava Jato na PGR

Imagem: Gil Ferreira / Agência CNJ

Vídeos: o que Lava Jato e PGR dizem

Twitter procurou a Lava Jato para aprender mais sobre as conversas gravadas dos membros da operação e seu armazenamento. O grupo de trabalho disse que já havia comentado as cartas à PGR. No entanto, os documentos não tratam do destino final das gravações.

A PGR também foi questionada sobre o interesse da secretária de Santos no gravador, mas não comentou o assunto.

A investigação sobre o uso do gravador e a visita de Lindôre a Lav Jat são confidenciais.

O compartilhamento de dados se opõe ao PGR e aos grupos de trabalho

O PGR divulgou ontem uma nota informando que o compartilhamento de dados confidenciais da Lava Jato de Curitiba com outras instâncias do MEF foi aprovado pelo Judiciário. Segundo a nota, o coordenador da Lava Jato no Paraná, o advogado Deltan Dallagnol, solicitou esse compartilhamento três vezes em 2015 e recebeu assistência.

Em junho de 2015, a juíza Gabriela Hardt optou por uma ampla troca de dados com a Lava Jato de Curitiba para que eles pudessem ser usados ​​nos casos do STJ e STF. A decisão de Hardt, no entanto, não trata de processos de primeira instância nos quais a Lava Jato opera contra o PR e outros grupos de trabalho anticorrupção.

Em maio, a PGR enviou cartas aos grupos de trabalho da Lava Jato no Paraná, Rio e São Paulo para enviá-los para compartilhar os dados de suas investigações. O pedido foi mal recebido por grupos de investigação que temem um vazamento de informações estratégicas.

Para a Lava Jato do Rio, a transmissão desses dados dependerá de requisitos específicos para os tribunais. Ele também disse que já estava encaminhando à PGR ou a outras autoridades “qualquer procedimento de investigação assim que houver evidências de envolvimento da pessoa com jurisdição”.

A idéia do PGR é coletar todos esses dados das investigações no Sppei (Secretaria de Especialização, Pesquisa e Análise), uma espécie de centro de todas as informações obtidas nas investigações. Sppea seria responsável por armazenar e cuidar de todos esses dados.

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