Salles e Ibama se tornam alvo de ação após denúncia por omissão de dados – 26/06/2020

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, e o sindicato tornaram-se alvo de litígios no Tribunal Federal por omissão de dados sobre áreas de delitos embargados.

Em uma ação popular, os parlamentares estão exigindo a divulgação imediata de dados abertos sobre todos os embargos e avaliações ambientais que o Ibama realiza desde outubro de 2019. A ação é baseada em uma denúncia apresentada em 18 de junho. Estádio / Transmissão.

O relatório revela que o governo omite essas informações há mais de oito meses, as quais, por lei, devem ser publicadas com total transparência, pois são as principais informações para concessão de crédito financeiro e comercialização de produtos agrícolas.

O desaparecimento da área embargada ocorreu depois que Ricardo Salles identificou mudanças nos sistemas que o Ibama usou para divulgar os dados.

Mudanças no chamado. O sistema integrado de registro, coleta e inspeção (Sicafi) fez com que os dados simplesmente desaparecessem, exceto dados históricos sobre multas e outras notificações de violações compiladas pela Agência de Proteção Ambiental.

Na ação, os legisladores também exigem que o Judiciário Federal a declare “prejudicial ao ato de omissão cometido pela administração pública” e também solicitam que a ação seja encaminhada ao Ministério Público Federal para análise de processos civis por violações administrativas.

“Esta é outra tentativa do governo Bolsonaro de enfraquecer políticas e mecanismos ambientais. Não devemos esquecer que em 2019 houve um aumento significativo no desmatamento e incêndios ilegais, mesmo cometidos na região amazônica”, disse o deputado federal Nilto na ação. Tatto (PT-SP) e Airton Faleiro (PT-PA), coordenador do Fórum Nacional Permanente de Defesa da Amazônia, juntamente com 51 outros deputados que compõem o banco do PT na Câmara.

Dados sobre áreas decoradas com desmatamento ilegal permitem, por exemplo, compradores de produtos agrícolas saberem como comprar produtos de produtores apropriados, que usam as áreas em uma situação regular para plantio e produção de gado. Na prática, os compradores correm o risco de comprar gado e soja, por exemplo, produzidos em terras irregulares.

Essas informações também são cruciais para garantir que os bancos e outras instituições financeiras, ao emitir empréstimos para o agronegócio, saibam que seus recursos estão sendo utilizados para financiar operações sem nenhuma irregularidade.

A divulgação de informações não é uma posição eleitoral do estado. Isso é exigido por lei. A publicação desses dados é obrigatória e é fornecida pela Lei no. 12.527, de 18 de novembro de 2011, pela Lei nº. 10.650, de 16 de abril de 2003, e o Decreto nº. 6.514 de 22 de julho de 2008.

“Quando o sistema Sicafi perde dados sobre áreas embargadas, multas e outros registros, torna impossível para a sociedade civil verificar e cria o momento perfeito para os perpetradores cometerem seus atos ilegais, mesmo com justificativa de falta de informação”, ele diz sobre a ação.

Salles, que disse em uma reunião ministerial em 22 de abril que era hora de “abater gado e mudar todas as regras e simplificar regras” no meio ambiente, enquanto a imprensa se dedicava a cobrir a pandemia de 19 de covid, já fez regras drásticas sobre multas por crimes em ambiente, com o objetivo de metas de anistia para avaliações já aplicadas pelo Ibama. O “Conselho de Conciliação” teria o papel de chegar a um acordo com os autores, suspendendo as multas.

Questionado, o Ibama diz que o problema é a integração com outros sistemas, o mesmo argumento que ele usou em outubro do ano passado, quando Sicafi ficou offline. A agência não diz por que a situação continua, mas para agir para que os dados sejam republicados.

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