A economia confirmou a viagem do Weintraub aos Estados Unidos em uma carta ao Banco Mundial – Carla Araújo

Além do passaporte diplomático que ele pode ter usado como ministro da Educação dos Estados Unidos, Abraham Weintraub usou pelo menos outro documento do governo brasileiro para permitir sua entrada no país. O Ministério da Economia, liderado por Paul Guedes, enviou uma carta de recomendação ao Banco Mundial com o nome do agora ex-ministro.

O documento foi preparado pelo departamento de portfólio internacional e, segundo o ministério, o Weintraub não teria uma cópia da carta. O ex-ministro é alvo de duas investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não está claro como ele conseguiu entrar no país, pois os EUA proibiram a entrada de brasileiros devido a uma pandemia de novas coronavírus.

Questionado na coluna, o Departamento de Justiça e a Casa Civil disseram que desconheciam que o ministro havia entrado nos Estados Unidos com qualquer documentação do governo brasileiro. Quinta-feira passada, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Weintraub anunciou que deixaria o portfólio de educação e falou sobre sua nomeação para o Banco Mundial.

No mesmo dia, o Ministério da Economia confirmou a candidatura em um comunicado de imprensa.

“O governo brasileiro formalizou a nomeação de Abraham Weintraub como CEO de um grupo de países – conhecido como constituinte – administrado pelo Brasil no Banco Mundial. Com mais de 20 anos de experiência como CEO no mercado financeiro, Weintraub foi economista-chefe e CEO do Banco Votorantim. diretor da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities nos Estados Unidos e na Inglaterra “, diz a nota.

O Ministério também apontou que o Weintraub é “um dos responsáveis ​​pela elaboração do plano do governo de Jair Bolsonaro para a campanha do governo em 2018”.

Viagem relâmpago e liberação lenta

Weintraub foi oficialmente dispensado de sua posição oficial no sábado depois confirmação de que ele já entrou nos Estados Unidos.

Ninguém no governo queria comentar ou explicar o Diário Oficial tão tarde. A ordem é tentar parar a crise causada pelo ex-ministro da Educação.

O ex-ministro está nas mídias sociais esta manhã agradeceu a ajuda para deixar o Brasil“Sou grato a todos que me ajudaram a chegar aos Estados Unidos com segurança, seja por quem agiu diretamente (havia dezenas de pessoas) ou por quem orou por mim”, afirmou.

No campo jurídico, há dúvidas sobre se a saída do Weintraub do país pode ser considerada irregular. Como mostra o UOL, para o advogado constitucional Marcellus Ferreiro Pinto, ex-ministro de acordo com a lei dos EUA, eles podem ser considerados ilegais e eventualmente deportados.

Na mira da justiça

O ex-ministro está sendo investigado em uma investigação de notícias falsas, que investiga ameaças e insultos contra ministros do STF e suas famílias. Em um vídeo da famosa reunião ministerial de 22 de abril, ele defendeu a prisão de membros do tribunal. “Eu também coloquei todas essas bombas na cadeia. Começando com o SPF”, disse ele. Por 9 contra 1, o STF decidiu manter o Weintraub em competição investigação.

Há outro estudo publicado nas redes sociais no início de abril, quando o então ministro usou uma imagem da história em quadrinhos da Mônica em relação à China e, escrevendo sobre o coronavírus, mudou a letra R para L no estilo do personagem Cebolinha. Em testemunho à PF, o ministro afirmou ter usado “elementos de humor”. Ele tinha um post consequência negativa internacionalmente.

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