A OMS diz que a América do Sul é o novo epicentro da pandemia e preocupações do Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a América do Sul se tornou o “novo epicentro” da pandemia no mundo e alerta que o Brasil é o país mais vulnerável da região.

A resposta à pergunta do UOL em uma entrevista coletiva na sexta-feira, a organização ainda insistia em não recomendar o uso de cloroquina em grande parte, conforme sugerido pelo governo brasileiro de Jairo Bolsonara.

Segundo Michael Ryan, o diretor de ambulância da OMS, São Paulo, Rio, Amazonas e Pernambuco estão entre as áreas mais atingidas. Para ele, no entanto, o estado da Amazônia tem o índice mais alto, em 490 para cada 100.000 pessoas.

“De certa forma, a América do Sul se tornou o novo epicentro da doença. Temos visto muitos países com um número crescente de casos e obviamente há preocupação em muitos desses países. Mas o Brasil foi o mais atingido”, afirmou.

A situação no Peru e no Equador também é preocupante. Mas nos bastidores, a coluna determinou que a descoberta e a mensagem têm um destino claro: o Brasil.

Um novo relatório diário da OMS sobre o estado de covid-19, divulgado nesta manhã de sexta-feira, aponta que o Brasil responde por um quarto das mortes registradas em todo o mundo em um período de 24 horas. No total, a entidade relata que 4.400 mortes foram registradas no período estimado em todo o mundo. No Brasil, os dados mostram 1179 mortes.

Essas pessoas não morreram nas últimas 24 horas. Mas seus casos foram confirmados durante esse período. Houve 932 casos nos Estados Unidos. Os dados, no entanto, estão desatualizados. As informações estão relacionadas à manhã de 21 de maio. Mais recentemente, dados dos EUA indicam 1.500 mortes, o que superaria o caso do Brasil.

Segundo dados da UE, o Brasil tem o segundo maior número de novos casos registrados no mundo nos últimos 14 dias, ultrapassando apenas os EUA.

Cloroquina

Ryan também criticou a recomendação do governo de introduzir a cloroquina em seu protocolo no Departamento de Saúde.

“Observamos que o governo aprovou o uso de cloroquina para uso generalizado. Apontamos para o fato de que nossas revisões atuais e sistemáticas conduzidas pela Organização Panaric de Saúde não apóiam o uso generalizado de cloroquina para tratamento”, disse ele. “Pelo menos não até que os resultados (pesquisas) sejam revelados”, afirmou ele.

Ele ressalta que existem estudos que indicam efeitos colaterais e que esse uso deve ocorrer apenas sob supervisão clínica.

“Até agora, não há evidências de eficácia no tratamento ou na prevenção”, disse Ryan. Segundo ele, devido a alguns dados iniciais, o medicamento foi incluído nos testes para “avaliar qual o valor que possui”.

Mas para ele o risco vai além. “Algumas agências federais alertaram que, devido aos efeitos colaterais, ele deve ser usado apenas em clínicas e sob supervisão, especialmente em pacientes gravemente enfermos”, disse ele. Segundo ele, “complicações cardíacas” foram notadas.

Portanto, o uso seria reservado para testes e supervisionado apenas para efeitos colaterais.

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