Após atuar como médico, o Largo da Batata concentra oposição ao Bolsonar no SP

Manifestantes reunidos hoje para novos protestos contra e a favor do governo de Jair Bolsonar (nenhum partido) em São Paulo, na zona oeste, estão agora caminhando em direção à Rua dos Pinheiros.

Um acordo com o Primeiro Ministro (Polícia Militar) é seguir para a estação de metrô Fradique Coutinho. O clima da tarde estava calmo hoje e os participantes impediram uma tentativa de vandalismo de uma agência bancária.

Os primeiros-ministros criaram uma barreira entre as ruas de Pinheiros e o Grupo Mateus, onde fica a estação. No entanto, ainda há a possibilidade de grupos irem para Paulista.

Segundo o primeiro-ministro, estima-se que existam 100 pessoas na Avenida Paulista, em apoio ao presidente Jair Bolsonar (sem o partido), e 3.000 contra o Largo da Batata. Houve um total de 13 prisões relacionadas aos protestos.

“Ambas as manifestações estão ocorrendo de maneira pacífica. Mas, infelizmente, o momento de desordem é complexo. A situação é preocupante. Tanto que foi acordado que não haveria deslocamento para encerrar o ato no Largo da Batata. O papel do primeiro-ministro é usar o mediador As pessoas podem se tornar parte do ato democrático. O planejamento acaba se tornando importante. Quatro mil são muito mais eficientes do que o habitual.Prime Emerson Massera.

O Largo da Batata, em Pinheiros, é um ponto de encontro para manifestações em oposição ao governo federal. O protesto é organizado pela Frente Povo Sem Medo, da qual faz parte Guilherme Boulos (PSOL), e participa com apoiadores organizados, como o movimento Somos Democracia, que formou apoiadores Corinthians.

Muitas pessoas com faixas e bandeiras estão no lugar, e a concentração permanece alta. Fala-se muito, inclusive em carros de som, e os manifestantes estão gritando ordens contra o presidente e o racismo, além de apoiar a democracia. A Avenida Brigadeiro Faria Lima está fechada em direção ao Itaim Bibi.

Muitos motoristas que passam pela buzina correm para apoiar as manifestações sem interromper o tráfego na região. Um grande cartaz com a mensagem “Morte nunca mais”, também em homenagem a George Floyd, morto por um policial branco na semana passada nos Estados Unidos, foi revelado por pessoas na Avenida Faria Lima.

Bolsonaro até pediu aos apoiadores que não participassem do ato que críticos do governo pediam durante o show em suas redes sociais. No programa, o presidente chamou os manifestantes críticos de “terroristas”, “viciados”, “gangues de criminosos” e “criminosos de preto”.

De manhã, os médicos protestaram contra a “destruição da saúde e a escalada autoritária”, na Avenida Doutor Arnaldo, em frente à Faculdade de Medicina da USP.

Vista aérea do movimento Largo da Batata em Pinheiros (SP) em protesto contra o presidente Jair Bolsonar - Reprodução / GloboNews

Vista aérea do movimento Largo da Batata em Pinheiros (SP) em protesto contra o presidente Jair Bolsonar

Slika: Reprodução / GloboNews

Já de manhã, um pequeno grupo de intervenientes apoiando o Presidente Bolsonar se reuniu na Avenida Paulista, perto de Fiespo. Por volta das 15h, um pequeno grupo seguiu o local em apoio ao CEO.

Um grupo de cerca de 50 manifestantes se reúne hoje à tarde em ação contra o governo na Avenida Paulista

Nesta tarde, os grupos também estão reunidos na Avenida Paulista, e há críticas por mudar o local de concentração. A decisão foi tomada depois que um tribunal em São Paulo também proibiu ações simultâneas na avenida.

Segundo a polícia militar, que acompanha o ato ao lado do Batalhão de Choque, não haverá obstáculos se o grupo permanecer no cruzamento entre Paulista e Consolação. O grupo, entretanto, diz que ainda não decidiu se deve mudar.

Mochilas pesquisadas

Mais de 4.000 policiais que estarão na rua foram enviados para revistar as mochilas e, se houver objetos que representem um perigo para as pessoas ou para o patrimônio público, eles devem ser trazidos e testemunhas qualificadas. Na Avenida Paulista, quando ela saiu do metrô com uma sacola, a polícia a revistou. Duas pessoas foram presas pela manhã, com um clube e um produto químico não especificado.

Três helicópteros, seis drones, 150 veículos, quatro veículos de “guarda” e um veículo de lançamento de água estão em uso. Outras unidades de PM permanecerão em espera e, se necessário, serão implantadas para apoiar as equipes, de acordo com o portfólio. Segundo o primeiro-ministro, a força de trabalho é dividida igualmente entre o Largo da Batata e a Avenida Paulista, e os agentes também existem em outros locais estratégicos, como estações e terminais.

“Mas vamos supor que um movimento seja muito mais que outro e que exista uma necessidade maior de poder do primeiro-ministro … Temos a capacidade de nos mobilizar rapidamente”, explicou o tenente-coronel Emerson Massera em entrevista à CNN.

Avenida Paulista x Largo da Batata

Em meio à quarentena da pandemia 19, que matou mais de 35.000 pessoas no Brasil, a recomendação do governo de São Paulo e da OMS (Organização Mundial da Saúde) é manter o isolamento social para reduzir o número de pessoas infectadas pelo Covid19. No entanto, os grupos não desistiram da manifestação.

Segundo a AEA, os organizadores dos atos, em diálogo com o MP (Ministério Público), anunciaram uma mudança de local para que os eventos acontecessem separadamente. “Grupos opostos ao governo bolsonar se reunirão na região do Largo da Batata, e grupos favoráveis ​​na Avenida Paulista”, disse a pasta.

Atos contra e a favor do Presidente Bolsonar deveriam ocorrer em Paulista, seguindo o exemplo da semana passada, mas o juiz Rodrigo Galvão Medina proibiu grupos aparentemente hostis de realizar protestos ao mesmo tempo e local.

Os defensores da democracia democrática, que lideraram uma manifestação crítica do presidente na semana passada, criticaram uma decisão judicial que proíbe atos antagônicos em Paulista e decidiram mudar o ato para o Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste.

Houve violência em Paulista no domingo passado. O primeiro-ministro foi criticado por defender os manifestantes pró-bolonares e atacar manifestantes identificados como antifascistas contra o presidente. Mais tarde, o primeiro ministro afirmou que não era partidário.

O primeiro ministro deteve pelo menos seis pessoas. Desses, cinco são acusados ​​de envolvimento em uma briga com um partidário do presidente, o que provocaria o grupo. O celular da vítima foi levado por um dos detidos, que permanecerá na prisão.

Grupos infiltrados

Houve um confronto entre manifestantes e policiais na Avenida Paulista na semana passada. “Toda operação policial é submetida a análise, a todas as críticas para identificar possíveis problemas, deficiências. É claro que o planejamento das últimas semanas não foi tão detalhado quanto nesta semana. Aprendemos sobre as manifestações em um tempo muito curto. Tanto que tivemos antagonismos eventos no mesmo local. Com uma semana de antecedência, era possível minimizar esses riscos “, disse Massera à CNN.

Emerson Massera também disse que há uma grande preocupação em identificar e isolar grupos violentos. “Claramente, a ação policial, quando um grupo promove agitação e violência, é muito difícil. Isolar esses grupos é muito complexo. É possível que ocorra um efeito colateral, mas sempre tentamos identificar pessoas com outras intenções.

* Lucas Borges Teixeira colaborou

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