Após evidências de altos gastos, o governo Bolsonaro se atrasa com dados do cartão corporativo – 2/6/2020 – Poder

Depois que o jornal revelou grandes despesas com o cartão corporativo da Presidência da República, o governo de Jair Bolsonar (sem partido) não respeitou o protocolo, e a fatura de maio ainda não foi apresentada.

Os dados mais recentes publicados pelo portal Transparency mostram uma declaração de abril referente às despesas de março.

A CGU (Controladora Geral da União), responsável pela plataforma, informou Folha, duas vezes em maio, que a fatura do mês (com custos de abril) seja publicada no último domingo (31).

No entanto, o portal permanece inalterado. A última atualização foi em 1º de abril, de acordo com a CGU.

Considerada, a CGU afirmou que o lançamento deve ocorrer nesta quarta-feira (3) e que o atraso deve-se aos custos excessivos de processamento de dados a serem incluídos no portal. O Palácio do Planalto não se manifestou.

Os relatórios de 10 de maio mostraram um alto volume de despesas com o cartão corporativo da Presidência da República.

Ou seja, Bolsonaro se defendeu contra esse assunto em uma conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente.

Folha relataram que o atual governo gasta mais com esses cartões do que Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

Na sala do Bolson, foram gastos em média R $ 709,6 mil por mês, um aumento de 60% em relação ao governo emedebista e de 3% em relação ao governo do PT.

Dilma teve um gasto médio de R $ 686,5 mil por mês, enquanto Temer gastou US $ 441,3 mil.

Os dados são do Portal de Transparência do Governo Federal, que coleta informações de 2013 a março de 2020 (última fatura, de abril). Os valores são ajustados pela inflação do período.

As comparações são baseadas nas faturas do CPGF (Cartão de Pagamento Federal) da Secretaria da Administração da Presidência da República, que cuida dos custos de Bolsonar, sua família e funcionários próximos – por exemplo, Casa Civil.

Em 7 de maio, a CGU informou que não atrasou a liberação da fatura do mês, o que inclui as despesas incorridas em abril. “Os dados do cartão de pagamento são atualizados até 04. 2020. A próxima atualização, que é mensal, está agendada para 31.”

Em 18 de maio, ele manteve o prazo em um novo julgamento na CGU. “Dado o processamento de dados e o carregamento da rotina no Portal da Transparência, a CGU está trabalhando com um período estimado de publicação até o final de cada mês seguinte.”

A agência também enfatizou que, sempre que possível, prevê a atualização do sistema, afirmando que a declaração de abril (com custos de março) está disponível em 1º de abril e não em 31 de abril.

“É necessário que essas informações sejam publicadas regularmente, para que os fundos de interesse de todos sejam monitorados. Não há razão para esse atraso”, afirmou Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas.

Os cartões corporativos Planalta são usados, entre outras coisas, para comprar materiais, prestar serviços e fornecer veículos oficiais.

Eles também financiam a operação presidencial de segurança de viagens (já foram 13 internacionais), além de realizarem e realizarem eventos na residência oficial, Palácio da Alvorada.

O custo total do cartão da Presidência foi anunciado. Mas o segredo está com a maioria das despesas, como comida e transporte para o presidente.

O argumento é que essa é uma informação sensível da rotina presidencial e que a exposição pode ser feita pelo CEO.

Em resposta a relatórios de maio, Bolsonaro disse que sua conta no cartão incluía RUR 739.000 em fevereiro, usada em uma operação de repatriamento de 34 brasileiros que estavam em Wuhan, China, onde foram registrados os primeiros casos de coronavírus.

Isso, no entanto, ainda não foi comprovado, pois o governo mantém a confidencialidade de quase todos os detalhes do trecho.

Apesar de Bolsonaro ter citado apenas essa alegação, a Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o aumento nos custos com cartões corporativos era, entre outras coisas, devido a “eventos de manutenção” e “eventos na residência presidencial”. .

O portfólio enfatizou que o número de parentes do presidente é superior ao número de seus antecessores, o que “leva a um aumento nos custos das atividades, especialmente as de segurança institucional”.

Com relação às viagens do presidente, o governo disse que tudo tem o apoio da equipe de segurança, que inclui acomodações, alimentos, pedágios e combustível. Taxas de aeroporto também são pagas para viagens internacionais.

Antes de assumir o governo, a equipe de Bolsonar chegou a avaliar o final desses mapas, que provocaram um escândalo político com os assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Cartões corporativos, no entanto, ainda funcionam. Esses meios de pagamento foram criados em 2001, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

No governo bolsonar, os custos relacionados ao gabinete do presidente e aos funcionários do Planalt se aceleraram desde outubro do ano passado.

Em seu discurso depois que o ex-juiz Sergio Moro deixou o Departamento de Justiça em abril, Bolsonaro citou iniciativas que ele disse que estava tomando para evitar gastos excessivos de dinheiro público e “deu o exemplo”.

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