Estudo identifica sete novos coronavírus em morcegos na África – 20/5/2020

Sete novas espécies de coronavírus foram encontradas em morcegos no Gabão, um país na África central. Ainda não está claro se eles têm o potencial de infectar seres humanos e causar uma pandemia como a da covid-19.

Desde o surto de SARS (síndrome respiratória aguda grave) entre 2002 e 2003, sabe-se que o coronavírus pode se espalhar de morcegos para humanos, causando doenças graves. Na época, o vírus, que se espalhou pela América e Europa, estava sendo seguido por morcegos na China.

O procedimento foi semelhante ao Sars-CoV-2. As pesquisas ainda estão em andamento, mas o novo coronavírus se originou em morcegos chineses e, talvez, através de outro animal (como o pangolim), chegou aos humanos.

Um grupo de pesquisadores analisou milhares de animais selvagens – como morcegos, roedores e primatas – de províncias da África para encontrar o coronavírus. Morcegos de três espécies (Hipposideros gigas, Hipposideros cf. ruber e Miniopterus inflatus) foram encontrados vivendo em cavernas no Gabão, infectadas por sete vírus diferentes.

O estudo, realizado desde 2009, foi publicado na revista Nature. Uma das conclusões é que a ação humana, ao perturbar os habitats dos animais, está diretamente relacionada à poluição.

Os coronavírus naturalmente infectam vários animais. Nos seres humanos, eles são responsáveis ​​por doenças respiratórias leves a graves, como SARS e MERS (Síndrome Respiratória no Oriente Médio, causada pelo vírus do camelo).

Altamente contagiosos, evoluindo rapidamente para epidemias e pandemias (nível global), eles já são os maiores problemas de saúde pública das últimas décadas. Em todo o mundo, o novo coronavírus já infectou quase 5 milhões de pessoas e cerca de 320.000 morreram.

O mecanismo de transmissão zoonótica – ou seja, quando o vírus é transmitido de animal para humano – ainda não foi descoberto. Mas saber quem são os anfitriões em potencial é um importante ponto de partida. Os cientistas identificaram os morcegos como organismos ideais para esse tipo de vírus sobreviver e evoluir, funcionando como reservatórios inativos de doenças ancestrais.

Pesquisas recentes descobriram que a sequência genética de Sars-CoV-2 é semelhante à de um coronavírus encontrado em morcegos na província de Yunnan, na China. Mas outros animais, como roedores selvagens e outros mamíferos (pangolins, civetas e até búfalos), desempenham um papel importante na cadeia de transmissão. Estudar ecologia é essencial para evitar novas pandemias.

No mês passado, o Gabão – um país com quase 90% de seu território coberto de florestas, onde caçava a vida de muitas comunidades – proibiu a venda e o consumo de morcegos e pangolins. No passado, eles já haviam tomado uma decisão semelhante sobre os primatas, que são vetores indiretos do vírus Ebola.

O pangolim é o animal mais comercializado no mundo, devido ao seu grande valor na medicina chinesa. O comércio de animais selvagens e os mercados ao ar livre que os vendem para consumo foram identificados como o principal porto para a transmissão de zoonoses.

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