“Não existe livro didático hoje”: pessoas influentes de São Gonçal prestam homenagem a João Pedro – 21.5.2020.

“Hoje não há fotos, vídeos desafiadores, vídeos de maquiagem, organização de alimentos. Outra criança, outro sonho interrompido.” A modelo e influenciadora Emillie Galdino vive em São Gonçalo, Rio de Janeiro – uma região onde o adolescente João Pedro, 14, foi morto.

Segundo relatos de familiares e amigos, ele estava brincando no quintal da casa de seu tio quando a polícia atacou o local e atirou no estômago dele. Ontem, Emillie só conseguia pensar na seriedade do que acabara de acontecer.

Numa entrevista com Universa, conta que mora em São Gonçal há 20 anos e soube que helicópteros estavam passando no dia do crime. “Tenho um irmão quase da mesma idade que João, com as mesmas características físicas. Poderia ter sido ele. Não somos exceção, somos a regra. Isso é genocídio com a população negra”.

Como ela, outros produtores de conteúdo que vivem na região usaram as mídias sociais para falar sobre o crime. “Quem, em sã consciência, aprovaria a ação policial em uma favela no meio de uma pandemia? O plano de exterminar a população de negros e favelas não pode ser interrompido”, zombou do brainstormer e estudante de história Flávia Trindade no Instagram.

Quero que você preste muita atenção ao que está fazendo. acontece. Enquanto muitos elogiam Witzel dizendo que ele é. ótimo que ele é? faça tudo pelo estado agindo contra o covido (que não é mais que sua obrigação) .. Ele também está? autorizando as operações da favela no Rio de Janeiro, foi a primeira na Alemanha, de vez em quando. aqui em Sa? o vai? alo. QUEM NA SA? AUTORIZAÇÃO DE AUTORIZAÇÕES QUE A POLÍCIA FAÇA NO MEIO DA PANDÊMICA! ???? Sozinho, porque o plano de exterminar a população de negros e canudos não pode ser interrompido. Ontem, 18/05, um garoto de 14 anos chamado Joa? Sobre Pedro Matos Pinto foi baleado em casa durante esta operação na Praia da Luz em Sa? Sobre Gonc? Alo. A polícia levou Joe? Oa e levou-o a “” “” ajudar “” “”, mas não autorizou ninguém na família a ir junto. A família passou 17 horas sem notícias de Joe? Ah, e agora de manhã? encontrou seu corpo no tribobo IML. Agora me diga, quem quer proteger Witzel ????? O garoto estava brincando ACIMA DA CASA, a polícia estava interferindo dentro de casa! Não me diga que foi uma bala perdida porque as balas da polícia do RJ têm um alvo, e esse alvo é? Negros periféricos são ricos! Até? Quando??? Quantas crianças negras são necessárias para morrer para parar essa merda ?! Quando essas famílias verão a justiça? Mais uma vez, a mão do governador e a polícia estão à mão. sujo com sangue preto inocente !!!! Sinceramente, não aguento mais. Descanse em paz Joa? Sobre Pedro #paremdenosmatar

A publicação que ele compartilha Fla através de Trindade (@ffflav) em

“O dia em que ajudei meu pai a consertar o carro na minha garagem em Mutondo. Passamos a tarde ouvindo barulho de helicóptero e fiquei preocupada porque a chave (ferramenta do carro) poderia ser substituída por uma arma.” Estou cansado dessas notícias. Eu sempre acho que poderia ter sido meu irmão, meu namorado. Você não pode fingir que nada está acontecendo. O racismo nos torna alvos. Quem garante que, se não pressionássemos a Internet, o corpo aparecesse João? “ele diz.

“Também não estamos seguros em nossas casas”

Thayná Freire vive em Colubandê, São Gonçalo, é designer de moda e tem mais de 60.000 seguidores. Pelas histórias, ela pediu desculpas pela ausência ontem e disse que estava triste com o que aconteceu.

Universidade, explica: “Tenho orgulho de mostrar de onde venho e minha realidade. Até meus seguidores começaram a se identificar comigo quando comecei a mostrar minhas dificuldades. A maioria deles seguiu minha saga da faculdade: acordei às 4:30 da manhã e foi para a Barra da Tijuca, era bolsista do ProUni e graças a Deus consegui me formar ”.

Ela diz que ouviu as notícias no Twitter, quando João ainda estava desaparecido. “Quando ouvi o helicóptero, já sabia que não era uma coisa boa. Fiquei muito chateado, esperando que tudo acabasse bem.” Ela diz que sofreu quando o corpo foi encontrado no IML.

“Ele se tornou um estatístico. Nós nem temos certeza de nossas casas. O que me impressiona é o conhecimento de que somos um alvo. No meio de uma pandemia, quando os hospitais estão cheios, temos que lidar com gravações e cirurgias. Ficar em casa com aqueles que não têm certeza de sua casa?” , Ela diz.

“Eu tenho dois filhos; senti a dor da minha mãe”

Isa Freitas, formada em comércio visual, fala on-line sobre maternidade e estilo de vida. Ela mora em São Gonçalo desde o nascimento e está acostumada a ir à região onde o crime ocorreu quando criança para ir a uma igreja evangélica. Ela foi ouvida nas notícias no Instagram.

“Meu pessoal cansado se reuniu para descobrir onde João Pedro estaria. Tenho dois filhos. Senti a dor de sua mãe e pai quando a notícia chegou. Nosso corpo é considerado descartável e agora com o coronavírus ainda mais. Isso me machuca”, diz ele. .

O garoto também foi homenageado através da rede social:

Ele resumiu na manchete: “Juro que queria ser mais brincalhão e sonhador hoje, mas nossa realidade não nos permite sonhar. Vidas negras são importantes. Pare de nos matar”, disse ele.

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