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Notícias falsas criam uma estrutura 2.0 de corrupção eleitoral, diz o autor de Clean Records – 19 de julho de 2020

Notícias falsas criam uma estrutura 2.0 de corrupção eleitoral, diz o autor de Clean Records – 19 de julho de 2020

Criador e um dos autores Lei da lista limpa, criado em maio de 2010, o advogado Marlon Reis acredita que os tempos mudaram e que agora precisamos de mecanismos para procurar e punir aqueles que financiam ilegalmente notícias falsas.

“O desafio mudou: [precisamos] contêm dinheiro ilegal usado para criar conteúdo ilegal e espalhá-lo nas redes sociais e aplicativos de mensagens eletrônicas. A Caixa 2 ganhou uma nova versão: “Caixa 2.0”, diz ele.

Para a conta Reisa para falso as notícias (PL 2630/2020) que estão sendo processadas no Congresso têm boas intenções, mas não abordaram pontos importantes e devem sofrer mudanças no conselho.

“Não é apropriado supor que portais e provedores sejam responsáveis ​​por todo o conteúdo publicado. Seria equivalente a propor uma penalidade a uma companhia telefônica por ligações telefônicas ilegais feitas por um dos usuários”, ressalta.

Numa conversa com Viés, um ex-juiz do Maranhão adverte que deve haver uma “terceira onda de mudança” na legislação eleitoral do país, como foi o caso da “Minuta Limpa” e que melhora a luta contra o crime e o autor de corrupção eleitoral na Internet.

“A primeira onda levou à aprovação em 1999 da primeira lei popular sobre a iniciativa no Brasil, que foi a compra de votos. A segunda onda, dez anos depois, nos levou a vencer a lei em registros limpos. Naquela época, não prevíamos a possibilidade de um aumento tão grande nos riscos políticos. , o risco para a democracia em um ambiente virtual ”, ele admite.

Leia a entrevista completa:

Viés – Quando o Clean Record Act foi criado, a disseminação de notícias falsas não estava prevista como vemos hoje. O que mudou nas práticas eleitorais ilegais?

Marlon Reis – Temos três grandes ondas de identificação e maior preocupação da sociedade brasileira com a ilegalidade do campo eleitoral. A primeira onda levou à aprovação, em 1999, da primeira lei popular sobre iniciativas no Brasil, que comprou votos. A segunda onda, dez anos depois, nos levou à conquista da Lei de Registros Limpos. Na época, não prevíamos a possibilidade de um aumento tão grande no risco para a democracia em um ambiente virtual.

É por isso que digo que esta é a terceira onda de mudanças na lei eleitoral. Precisamente para que a legislação seja atualizada e possa enfrentar os grandes desafios e riscos à democracia colocados por esse tipo de crime.

Comparado a outros, esse tipo parece ter um alcance maior do que, digamos, comprar votos. Estamos enfrentando um crime com um impacto ainda maior no resultado das eleições?

A compra de votos atinge partes que, embora importantes, ainda representam apenas uma parte da sociedade. Ao distorcer informações políticas, com procedimentos como o uso de “bots” e o início automático de mensagens, o escopo do trabalho pode ser muito maior. Isso revela a fragilidade de todo o conjunto de eleitores, independentemente da classe social.

Viés – Ainda temos um conjunto de leis que impedem isso?

Marlon Reis – A tecnologia tem evoluído a um ritmo impressionante e começou a colocar seus tentáculos na formação da intenção de votar relativamente recentemente. A lei não seguiu. Temos campanhas digitais reguladas por padrões analógicos. Precisamos da Lei do Registro Digital Limpo, um conjunto de regras baseadas nas responsabilidades dos usuários e financiadores de crimes eleitorais digitais, não da polícia estadual na Internet e nas mídias sociais.

Viés – Você acha que esse novo padrão se encaixa na corrupção eleitoral 2.0?

Marlon Reis – Adora corrupção eleitoral 4.0, porque inclui metadados e inteligência artificial ou conceitos de aprendizado de máquina. Estamos na fase de corrupção eleitoral 4.0.

Viés – Quanto ao PL 2630/2020, você acha que inclui algo que ajuda nessa luta?

Marlon Reis – Este projeto é muito bem intencional e parte de suposições verdadeiras, mas chegou a conclusões, na minha opinião, erradas. E, no final, eles se voltaram muito para a regulamentação das redes sociais, algo um pouco incompatível com os padrões que se aplicam aos países com democracias avançadas. Não é apropriado supor que portais e provedores de serviços sejam responsáveis ​​por todo o conteúdo publicado. Seria o equivalente a propor uma penalidade à companhia telefônica por chamadas telefônicas ilegais feitas por um dos usuários.

O certo é desviar o olhar daqueles que cometem atos ilegais ou se aproveitam deles, sem esquecer a responsabilidade do financista. Como Ronaldo Lemos sempre nos lembra bem, um homem deve “seguir o dinheiro” para descobrir a origem da ilegalidade cibernética.

Viés – Você pode dizer que falta um quadro jurídico que atinja os que financiam?

Marlon Reis – Sim. A lei precisa ser muito desenvolvida nesse sentido. “Rastrear dinheiro” [siga o dinheiro] está no centro de uma estratégia para investigar e recuperar crimes eleitorais digitais.

Viés – A Caixa 2 hoje serve como financiamento para notícias falsas em massa?

Marlon Reis – Exatamente. Até recentemente, as eleições eram marcadas pela alocação de recursos públicos através de empreiteiros para irrigar as campanhas eleitorais. Finalmente, esse dinheiro foi usado para abster-se de apoio político e votação. Agora, com a proibição de doações corporativas, o desafio mudou: ele contém dinheiro ilegal usado para criar conteúdo ilegal e sua disseminação nas redes sociais e aplicativos de mensagens eletrônicas aumentou. A caixa 2 recebeu uma nova versão: “caixa 2.0”.

Viés – Que tal rastrear esse dinheiro? Costumamos falar sobre servidores em outros países.

Marlon Reis – Em muitos casos, empresas ou pessoas que cometem crimes cibernéticos estão localizadas no Brasil e em seus financiadores. Mas, mesmo nos casos mais complexos de mensagens do exterior e transações financeiras realizadas no exterior, é possível investigar com considerável eficiência com base em protocolos de cooperação internacional.

Viés – As notícias falsas podem mudar a eleição?

Marlon Reis – Essas práticas já representam o maior risco para a normalidade e legitimidade das eleições de 2020. Já tínhamos acesso aos casos de crimes eleitorais graves usados ​​agora, muito antes do início da campanha, e técnicas para o lançamento em massa de mensagens eletrônicas. Em 2020, esses fenômenos serão ainda maiores do que em 2018, onde já eram bastante impressionantes.

Viés – E à luz de uma campanha eleitoral diferente para a pandemia, poderia ser mais sério …

Marlon Reis – O efeito dos atos de eleição cibernética está se tornando ainda mais sério no contexto de uma pandemia, pois as formas tradicionais de campanha agora serão impedidas ou até inviabilizadas. É importante que os partidos e os candidatos se preparem para buscar soluções legais e tecnológicas. O cenário é muito perigoso.

Viés – E como você acha que a classe política pode ajudar nessa luta?

Marlon Reis – Os partidos e candidatos devem se preparar para uma resposta técnica aos ataques cibernéticos. Apesar das fraquezas da legislação, muito pode ser feito. É necessário contratar serviços especializados para garantir a resposta mais rápida possível aos ataques. As notícias falsas se espalham em um instante e se tornam virais, com potencial para arruinar toda a campanha. A reação deve seguir a mesma lógica. Somente a tecnologia torna isso possível.

Carlos Eduardo

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