“O que mata o pânico é”

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (republicanos), confirmou neste sábado que o carioca vive em situação de incerteza jurídica devido a um decreto emitido ontem pelo governador Wilson Witzel (PSC), com regras mais brandas de isolamento social.

Buscando o apoio do presidente Jair Bolsonar (sem partido) para sua reeleição, Crivella evitou criticar o novo secretário de Ciência, Tecnologia e Investimentos Estratégicos do Ministério da Saúde, empresário Carlos Wizard. Em uma entrevista, ele disse que estados e municípios estão enviando dados “fantásticos” sobre a covid-19 para obter mais financiamento federal.

Ontem, Wizard disse que o mapa deveria registrar o número de mortes, argumentando que os dados eram “imaginativos ou manipulados”. Um novo balanço é prometido para o próximo mês. “Acredito que haverá mais dados reais porque o número que temos hoje é imaginativo ou manipulado”, disse Wizard ao jornal O Globo.

Por decisão da Crivelle, a cidade do Rio de Janeiro lançou um plano de seis fases para reabrir a economia na última terça-feira, com regras mais rígidas do que as estabelecidas por Witzel, que permitem a reabertura de shopping centers, bares, restaurantes e atrações.

Embora ele tenha aceitado um tom conciliatório dizendo que o decreto do governador era uma recomendação, não uma determinação, Crivella falou em momentos diferentes sobre incerteza jurídica.

“No popular, as pessoas pensam que um diz para fechar e o outro diz para abrir”, resumiu.

O prefeito ressaltou que as regras que se aplicam na prefeitura estão em vigor, mas disse que se reuniria amanhã com o conselho científico que lidera o município na resolução da pandemia dos “19 rápidos”. A flexibilidade do setor será avaliada e há margem para algumas mudanças.

O mago não quer entrar em pânico, diz Crivella

Quando ele fez o questionário: Twitter Nas declarações do empresário Carlos Wizard Criwell, ela preferiu fazer um compromisso. Segundo o prefeito do Rio, a nova secretária do Ministério da Saúde tem boas intenções. Os discursos provocaram uma forte reação do Conass (Conselho Nacional de Secretárias de Saúde).

“Eu entendo que ele não quer entrar em pânico. No momento, o que ele está matando mais não é coronavírus“É pânico”, disse Crivella.

O prefeito disse que o Ministério da Saúde tem autonomia para alterar as metodologias das estatísticas de pandemia, mas negou qualquer manipulação nas estatísticas de Rist.

“Este não é o nosso caso no Rio de Janeiro. Não estamos pensando em compilar dados para fundos no Rio de Janeiro”, afirmou.

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