O taxista que substituiu os cruzamentos em Copacabana está buscando respeito pelas vítimas

O taxista Marcio Antônio do Nascimento Silva (55), filmado ontem ao cruzar as areias de Copacabana após ser derrubado por um pedestre, exigiu mais respeito e empatia entre as pessoas, principalmente com quem teve família ou amigos que mataram coronavírus.

Silva perdeu seu filho Hugo Dutra para Nascimento Silva (25), há quase dois meses, em seu aniversário de 19 anos. Em entrevista ao jornal Extra, ele disse que estava infeliz ao ver um pedestre derrubando cruzes erguidas pela ONG Rio de Paz, que protestava contra o progresso das mortes de estrangeiros, e decidiu colocá-las de volta no lugar.

“Precisamos nos respeitar mais. Eu me senti como ele [o homem que derrubou as cruzes] desprezava meu filho. Não tive nada a ver com o protesto, moro em Copacabana, acabei de sair de casa um pouco para passear. De repente, vi aquele gesto de falta de respeito, falta de empatia. Eles não tinham o direito de impedir as manifestações “, afirmou.

O taxista disse que, enquanto o pedestre estava abaixando as cruzes, outras pessoas na calçada zombavam das manifestações de organizações não-governamentais, dizendo que “cria pânico”.

No entanto, essas pessoas ficariam envergonhadas e partiriam depois que Silva começasse a trocar cruzamentos, exigindo respeito e dizendo que havia perdido seu filho devido a uma doença, como afirma o próprio taxista.

“Até hoje, estou chocado com o que aconteceu [morte do filho]”É por isso que coloquei as cruzes na areia e disse o que tenho a dizer”, disse ele.

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