‘Space Force’ não é ‘Office in Space’, mas será divertido – 29.5.2020

As expectativas não eram pequenas. Sete anos após a conclusão de “The Office”, o ator Steve Carell e o roteirista e produtor Greg Daniels se uniram novamente para a comédia “Space Force”, que estréia hoje na Netflix. Mas tenha certeza: para os seis episódios que são Twitter já assisti, a série não está tentando ser “Office in Space” (felizmente!) e vai se divertir muito.

História

Pode ter passado, mas em 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a criação de um novo ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos: as Forças Espaciais (sim, aquele cujo logo foi acusado de plagiar “Star Trek”).

Foi um prato cheio para Carell e Daniels, que usaram o novo poder espacial para iluminar a política americana e como seria a vida cotidiana de uma grande instituição militar que deveria funcionar e produzir resultados – o presidente da ficção, que tem nome, porque quer o exército ocupa a lua até 2024.

Protagonista, personagem principal

descoberta
Imagem: Detecção

O general Mark Naird (Carell) está encarregado da missão. Veterano de carreira, ele esperava vencer a Força Aérea em sua promoção, mas acabou vendo seus planos fracassarem quando foi “apresentado” à Força Espacial. E ele tem muito a resolver: Naird não só precisa agradar o presidente, responder a congressistas e lidar com tensões político-militares, mas também tem problemas familiares em casa: a filha adolescente Erin (Diana Silvers) não está indo bem na nova escola e sua esposa Maggie (Lisa Kudrow) não é, andando, andando por aí.

Primeiro, temos que admitir: às vezes Naird acaba com idéias que parecem vir diretamente da mesa de Michael Scott em Dunder Mifflin – como uma proposta de bomba para resolver um problema científico complexo (que, obviamente, não é uma solução adequada). Mas há poucas cenas tranquilas, e Carell cria um personagem completamente diferente, que se move facilmente entre o absurdo, o heróico e o dramático (e que faz as pessoas rirem por outros meios que não a vergonha dos outros).

Atores

O restante do papel de ator – provavelmente uma das estrelas mais bonitas que você verá na série deste ano – também é mostrado, oferecendo personagens carismáticos que mantêm os fins mesmo quando a história tropeça (falaremos sobre isso mais tarde).

Discovery / Netflix
Imagem: Discovery / Netflix

Ben Schwartz, Lisa Kudrow e Jimmy O. Yang são ótimos, mas a grande ênfase está em John Malkovich como o principal cientista Adrian Mallory. Com seu discurso lento e argumentos calmos, Mallory é um ótimo contraponto às atitudes impulsivas de Mark Naird, e o relacionamento deles é de longe o melhor e o mais divertido da série.

Aaron Epstein / Netflix
Imagem: Aaron Epstein / Netflix

Sátira leve (até demais) e cara

Tudo isso não libera a “Força Espacial” de alguns problemas: a história progride incansavelmente e, ao que parece, a série não decide por que caminho seguir, nem a mais bruta, nem a dramática. Sua maior desvantagem é não aceitar totalmente a sátira política que propõe, apenas mencionando aqui e ali um presidente que gosta de twittar e ser, um, desconhecido para os russos.

O que não significa que “Space Force” não vai se divertir. A série garante boas risadas, algumas reflexões e, como bônus, uma ótima aparência que deixa claro que não há economia de custos na direção artística e efeitos especiais. Assim que gostamos, certo?

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