Anatel vê Covid-19 aumentar acesso à banda larga e admite atraso no leilão 5G – 22.05.2020

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) – As operadoras de telecomunicações viram um salto no tráfego de banda larga fixa entre 40% e 50% desde o início da pandemia de coronavírus, disse o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta sexta-feira, reconhecendo pela primeira vez ao medir distâncias sociais para conter a pandemia. pode acabar adiando o plano de leilão 5G.

Mesmo antes do Covid-19, o tão esperado leilão do espectro 5G foi adiado da data originalmente planejada para março de 2020, devido à necessidade de investigar melhor a possível interferência com outros sinais.

No final de março, a Anatel suspendeu indefinidamente os testes de campo para a frequência de 3,5 GHz, embora outras simulações técnicas com computadores ainda estejam em andamento.

“A pandemia certamente tem algum impacto no cronograma e na própria cadeia de suprimentos 5G no curto prazo … É implacável”, disse o presidente da agência reguladora Leonardo Euler de Morais, que mora no centro de pesquisa local Aliança Conecta Brazil F4.

“No entanto, a longo prazo, incentiva a infraestrutura de telecomunicações e expansão de fibra ótica e 5G, testando a importância das soluções digitais para enfrentar a crise”, acrescentou.

Os comentários de Morais sinalizam uma pequena mudança no discurso de Anatella desde o início de abril, quando a agência insistiu em realizar leilões 5G no final de 2020, classificando as discussões sobre um novo atraso como “prematuro”. Ele também elogiou as operadoras de telefonia por manter a qualidade do serviço prestado, mesmo o aumento do tráfego de dados durante a pandemia, bem como os esforços para expandir a rede de fibra FTTH (fibra para casa), que Morais vê como um passo importante antes do advento da tecnologia 5G.

Entre eles, a Oi planeja aumentar o investimento na rede de FTTH para 4 bilhões a 5 bilhões de reais este ano, comparado a cerca de 3 bilhões de reais em 2019, disse o presidente da empresa, Rodrigo Abreu.

“Nosso foco é justamente isso. Temos a maior infraestrutura óptica do país. São quase 400.000 quilômetros e atendeu a mais de 3.000 municípios”, disse Abreu, destacando a empresa chinesa Huawei Technologies como um importante parceiro nesta viagem.

Segundo o novo presidente da Huawei no Brasil, Sun Baocheng, a demanda por equipamentos de telecomunicações pelo grupo chinês ainda não sofreu um impacto significativo do surto de coronavírus no país.

“A fibra ótica se tornou uma demanda básica das pessoas, além de água e eletricidade … Temos produção local e continuaremos trazendo aos brasileiros as mais recentes soluções e tecnologias”, disse Baocheng, que substituiu Yao Wei como CEO nesta semana.

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