Bolsonaro recria Ministério das Comunicações com genro de Silvio Santos – 6 de outubro de 2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem o partido) anunciou hoje em sua página no Facebook que restabelecerá o Ministério das Comunicações e nomeará o deputado Fabio Faria (PSD-RN) como titular da carteira. O congressista é casado com a anfitriã Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, dona do SBT. O decreto já foi publicado no “Diário Oficial da União”.

Segundo Bolsonaro, um MP (Medida Provisória) será anunciado para dissolver o atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, atualmente liderado por Marcos Pontes.

No Twitter, Pontes desejou sucesso a Faria na organização do novo ministério. “O Ministério das Comunicações foi revisado pelo Presidente Bolsonar. Juntos, continuamos a formar uma equipe governamental encarregada de ciência, tecnologia e inovação. Desejo sucesso ao Ministro Fábio, que tem meu apoio na organização do novo ministério”.

“Sem aumentar as despesas, usando apenas posições nas estruturas existentes, o Presidente da República recriou o Ministério das Comunicações. A Secretaria Especial de Comunicações Sociais, que agora está na Secretaria do Governo da Presidência da República, foi encerrada e seus poderes incorporados ao novo ministério”. governo federal.

Quem é Fabio Faria?

Fábio Faria é deputado federal desde 2007 e no PSD desde 2011. No Congresso Nacional, o partido é considerado parte do chamado “Centrão”, embora um dos líderes da lenda, ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab tenha negado esse rótulo em entrevista ao UOL.

O Ministério das Comunicações existia até 2016, quando o Senado demitiu a ex-presidente Dilma Rousseff depois que o Conselho aprovou a abertura de um pedido de remoção que mais tarde terminaria com o término final de seu mandato. Os governos do PT foram criticados pelo número de ministérios. Em 2015, havia 39 deles.

O então presidente interino Michel Temer foi responsável pela extinção de Massas, criada durante a ditadura militar pelo presidente Humberto de Alencar Castello Branco, em 1967. Nos últimos quatro anos, as funções sempre estiveram no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação.

Depois de vencer a eleição de 2018, Bolsonaro adotou o discurso de cortar ministérios. Ele assumiu o governo com 22 portfólios, embora durante a campanha tenha falado sobre 15 e que “não vai para 20”, mas como presidente eleito.

Uma estimativa de fontes do PSD é que Faria está muito perto do presidente Bolsonar. Nas últimas semanas, ele começou a seguir, para o presidente, as mídias sociais para ver quem é crente ou não no bolsonarismo.

Faria é a terceira secretária do Conselho de Administração da Câmara, o novo nome deve ser indicado pelo PSD. Dentro do banco, entende-se que a indicação se deve ao apelo pessoal de Bolsonar e à proximidade de Silvio Santos.

No entanto, o PSD faz parte de um grupo chamado centão e foi recentemente denominado Funas.

Quanto à posição de Fari, há um entendimento no partido de que novas eleições devem ser realizadas para a 3ª Secretaria no Conselho de Administração. A parte deve, por acordo, selecionar um candidato para o prazo de amortização do terceiro secretariado da Câmara.

O Gabinete é responsável por aprovar o reembolso dos custos das passagens aéreas, no interesse do mandato parlamentar.

Faria trabalha desde o ano passado para aproximar seu sogro Silvio Santos de Bolsonar, onde o presidente fez questão com a mídia tradicional. Por exemplo, ele ajudou a participação do presidente nos programas do SBT.

Há um entendimento de que o novo ministro, por estar próximo de Bolsonar, fornece uma imagem do indicador pessoal de Bolsonar, mas, ao mesmo tempo, pensa no PSD associado à área. O número 2 do portfólio de Marcos Pontes é o ex-deputado federal Júlio Semeghini, que presidiu a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Informática, e fica perto de Kassab.

A divisão do ministério enviou um sinal, segundo alguns legisladores, de que o governo havia lançado um movimento embrionário para restabelecer outros ministérios, como o Ministério das Cidades e Desenvolvimento Econômico. Além de enfraquecer Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), cuja posição se tornou alvo da ganância do centro.

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