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Boris Johnson anuncia que os britânicos devem se preparar para um Brexit sem acordo

“Dado que temos apenas 10 semanas até o final do período de transição, em 1º de janeiro, tenho que fazer uma avaliação do possível resultado e me preparar”, disse ele, em um comunicado previamente gravado na televisão britânica.

Boris Johnson acusou a UE de ter “se recusado gravemente a negociar nos últimos meses” e de que os líderes dos 27 haviam descartado, no Conselho Europeu realizado em Bruxelas, a possibilidade de um acordo semelhante ao que fizeram com o Canadá “

“Ele conclui que devemos nos preparar para, no dia 1º de janeiro, termos mais parecidos com os da Austrália, baseados em princípios simples de livre comércio global”, disse.

A Austrália não tem um acordo comercial abrangente com a UE.

O executivo-chefe disse que estava disposto a discutir “questões práticas” como previdência social, aviação, cooperação nuclear e deixou espaço para uma “mudança fundamental” na posição da UE para chegar a um acordo.
Nas conclusões adotadas durante a cimeira Brexit, publicadas na quinta-feira, o Conselho Europeu “exorta os Estados-Membros, as instituições europeias e todas as partes interessadas a aumentar a preparação a todos os níveis e para todos os tipos de cenários, incluindo o ‘no-deal’ [cenário em que a UE e o Reino Unido não chegariam a um acordo comercial pós-‘Brexit’]”.

O documento, publicado na rede social Twitter pelo porta-voz do Conselho, afirma ainda que os dirigentes dos 27 “notam com preocupação que não houve avanços suficientes nas questões centrais da UE para que se chegue a um acordo”.

Convidando o negociador da UE Brexit, Michel Barnier, para “continuar as negociações nas próximas semanas”, os chefes de Estado também pediram ao Reino Unido que “tome as medidas necessárias para tornar possível um acordo”.

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“O Conselho Europeu reafirma a determinação da UE em manter uma parceria tão estreita quanto possível com o Reino Unido”, afirmam as conclusões.

O negociador britânico do Brexit David Frost lamentou na quinta-feira que a declaração da UE não propôs trabalhar “intensamente” para chegar a um acordo sobre seu futuro relacionamento com o Reino Unido, mas seu homólogo europeu Michel Barnier disse que isso estaria disponível mais tarde.

“Propus à equipa britânica que negociassemos intensamente, no pouco tempo que nos resta, para podermos chegar, até ao final de outubro, ao acordo que todos queremos”, disse Michel Barnier.

Em entrevista coletiva após a discussão dos líderes dos 27 – reunidos em cúpula que vai até sexta-feira – sobre o ‘Brexit’, Michel Barnier revelou que voltará a dialogar com seu homólogo britânico, David Frost, a partir de sexta-feira e que ele vai passar a próxima semana em Londres.

“A partir de segunda-feira – e durante a próxima semana, fim de semana incluído, se necessário – estarei em Londres e na semana seguinte, estaremos em Bruxelas”, disse Barnier.

Os principais pontos de discórdia continuam a ser as condições de concorrência entre empresas, pescas e um mecanismo de resolução de conflitos na implementação do acordo que a UE exige para desbloquear um acordo que permite aos britânicos o acesso ao mercado único europeu sem impor quotas ou taxas .

O Reino Unido deixou a União Europeia em 31 de janeiro de 2020. De acordo com o Acordo de Retirada, passou a ser oficialmente um país terceiro, pelo que já não participa no processo de tomada de decisões da UE.

No entanto, por acordo mútuo, a UE e o Reino Unido decidiram estabelecer um período de transição, que termina em 31 de dezembro de 2020.

Carlos Eduardo

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