É legal colocar uma influência contra o racismo? Sim, mas sem hipocrisia! – Nina Lemos

Comunicador Tiê Vasconcelos: “O lançamento por transmissão é injusto”

No ano passado, a influência e ator Thomaz Costa, que tem mais de seis milhões de seguidores, fez uma série de histórias racistas em seu Instagram. Acompanhado por um amigo, ele filmou enquanto brincava com um garoto negro desconhecido em um restaurante. Ao mesmo tempo, uma das pessoas que acompanhava Thomas chamaria o garoto filmado de infeliz. Então os seguidores notaram um duplo viés. Thomaz postou um quadrado preto no Instagram na quinta-feira e escreveu: “O apagão de terça-feira”. O movimento surgiu com a idéia de pessoas postando toda a imagem negra em solidariedade com os protestos do movimento Black Live Matters nos Estados Unidos., Desde o início da semana, após o lançamento do vídeo sobre um policial branco sufocando até a morte George Floyd, um negro de 46 anos em Minnesota, uma onda de indignação tomou conta da história do país, daí o lema da campanha nas mídias sociais.

Thomaz é apenas uma das muitas influências que o comunicador Tiê “revelou” no Twitter. Ele estava entre eles cantor Biel, acusado de racismo várias vezesEle já disse, por exemplo, coisas como “Taís Araújo é linda, irmão, a única morena, negra, não sei, que acho bonita”. Em outra ocasião, ele postou “bom dia, negros fedorentos”. Sim, horrível. E o que ele fez na terça-feira? Ele postou um quadrado preto com uma hashtag.

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O jornalista também expôs muitos blogueiros de moda, que geralmente não se opõem ao racismo e, pelo contrário, dizem que são contra cotas nas universidades.

“Eu percebo que quando o movimento fica on-line, a multidão começa a querer fazer parte do hype para que não seja pega. O que acontece nas mídias sociais é esta: quando você se posiciona constantemente socialmente, perde muitos seguidores. Quando você se posiciona sobre o hype, quando eles todo mundo, você tem a idéia de ser um bom influenciador. Foi isso que comecei a questionar “, diz Tiê, colunista da rede Voz da Comunidade.

Isso significa que os brancos não devem colocar sinais e fotos contra o racismo? Claro que não! Mas não faz sentido lidar apenas com moda e você precisa ter atitudes consistentes em sua vida diária.

“Você não precisa se posicionar, mas fazê-lo apenas para não perder números e ficar isento é injusto. Para ter uma idéia, eles usaram uma hashtag para criar um engajamento na publicidade”.

Ele lembra fatos que nunca devemos esquecer: “A cada 23 minutos um negro é morto no Brasil. Na última semana, João Pedro foi baleado nas costas. E isso não faz ideia. Como ele pode?”

A hipocrisia apontada por Tiê é indiscutível. É muito fácil ter atitudes racistas (ou simplesmente não ter atitudes contra o racismo) e um dia por ano postar um quadrado preto nas mídias sociais porque isso parece bom, certo?

Ah, mas as pessoas não podem mudar, melhorar? Sim eles podem! E é por isso que falar sobre racismo é tão importante. Você realmente acredita que todas essas pessoas acordaram mudadas um dia? Mesmo? Seria bom. Mas é difícil de acreditar.

“Ah, mas você diz que não devemos apoiar lutas anti-racistas nas mídias sociais?” Claro que não! Claro que deveríamos. O que há de errado em ser hipócrita, certo?

Um ótimo exemplo de como as influências brancas podem fazer a diferença: um ator Paulo Gustavo deu uma conta no Instagram por um mês, então o filósofo é Jamila Ribeiro para transmitir uma mensagem contra o racismo a mais pessoas – ele tem cerca de 13,5 milhões de seguidores na rede social. “Vamos notar vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? É uma luta para todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política!”, Anunciou o artista., Deixe inspirar outros a irem muito além daquela tela preta …

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