“Impessoal e rude”, dizem os professores demitidos

Em meio a uma pandemia oculta 19, a professora Joana * estudou maneiras de melhorar as lições que ela ensina online. Na segunda-feira, ao acessar a plataforma de ensino a distância de Unín (Universidade Nove de Julho) em São Paulo surpreendeu com uma mensagem pop-up informando sua demissão.

“Neste ponto, quando todos são frágeis. perder um emprego é um grande golpe. E tendo perdido o emprego assim, então … “, ela reclama que, por medo de retaliação, gostava de não ser identificada.

“Foi triste, chocante. Neste momento, quando estamos trabalhando para encontrar aulas na linha“Encontrar um bloco de gelo na estrada não é fácil”, diz ele.

Joana é um dos pelo menos 300 professores que, segundo Sinpro-SP (Professores em São Paulo), ficaram surpresos com o aviso de demissão ao acessar o sistema interno da universidade.

“Atenção! Prezado professor, gostaríamos de informar que em 22 de junho de 2020 você estará isento de fornecer serviços a esta empresa sem quaisquer obrigações, incluindo o cumprimento do aviso prévio previsto em lei”, afirmou o comunicado.

O texto também afirma que os profissionais devem ir ao departamento de recursos humanos da unidade de Vergueiro para devolver seus “crachás, cartão de acesso, cartão de estacionamento, cartões de assistência médica e / ou odontológica” e continuar a baixa. do trabalho.

A declaração também previa um prazo de dois dias para a devolução de equipamentos pertencentes à universidade “sob pena de indenização”.

Paulo *, que também exigiu que sua identidade fosse preservada, lecionou na Uninove por mais de dez anos. Mesmo com tanto tempo em casa, ele foi demitido online. Segundo ele, nem os coordenadores nem os diretores do curso foram informados sobre as demissões.

“Simplesmente chegou ao nosso conhecimento então [essa informação] para direção e coordenação. Os coordenadores, que têm contato direto com professores e alunos, podem avaliar melhor a questão pedagógica e negociar [as demissões]”Desta vez, não aconteceu”, diz ele.

Para Twitter, os professores se ressentiram da “impessoalidade” da instituição e classificaram a medida como “terrível” e “grosseira”.

“Era exatamente o mesmo para todos os professores, para todos os cursos, para todos os conselhos”, relatou Joana. Ela diz que não foi possível aplicar um critério claro de demissão, pois professores e professores recém-contratados, bem como aqueles com tempo médio ou longo em casa, foram demitidos. Segundo ela, muitos profissionais que receberam comunicação foram bem classificados entre colegas e estudantes.

“A medida é terrível, áspera. Tudo não está certo”, diz ele. “Eu não sabia dizer qual é o melhor caminho, mas [essa teve] zero considerações. Tive o grande apoio de colegas e coordenadores. Acabei dando a eles a notícia ”, diz Paulo.

No momento em que as aulas tiveram que ser canceladas, os alunos assistiram a uma palestra motivacional intitulada “Fortalecer seu eu interior e acreditar em si mesmo”. A mostra contou com o padre Fábio de Melo, filósofo e professor Gabriel Chalita, ex-secretário municipal de educação, e Viviane Patrício Delgado, coordenadora do programa de inclusão de programas.

Sinpro diz que não foi avisado antecipadamente que haverá demissões na Uninove. O sindicato entrou em acordo coletivo com o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) nesta terça-feira (23) para pedir a anulação da demissão.

“Embora facilitadas pela reforma trabalhista de 2017, as demissões em massa, como a que a Uninove acaba de promover, têm um enorme impacto social. Negociar ou mitigar o problema agrava ainda mais a situação”, afirmou o sindicato em nota.

O outro lado

Twitter ele pediu a Unin para descobrir quantos professores haviam sido demitidos, por que as demissões ocorreram por meio de um aviso pop-up e se eram necessárias mais demissões durante a semana.

Em nota, a universidade afirmou que considera a educação de seus alunos e a qualidade dos serviços prestados pela instituição como “bem maior”, mas que isso ocorre na forma de uma pandemia. coronavírus teve que “se adaptar à nova situação”.

“Atingimos limites extremos para que nossa equipe e todas as obrigações contratuais sejam atualizadas. Os salários dos professores foram garantidos no prazo e grandes investimentos em tecnologia”, diz o texto.

A nota também diz que “todas as medidas de ajuste foram necessárias para preservar o sono dos futuros profissionais que se formarão aqui”.

Unin afirma que acredita que “esta situação é atual e que o trabalho e a autoconfiança de todos irão superá-la”. “Agradecemos aos professores que contribuíram e aos que ficam aqui contribuindo para a excelência e a qualidade do nosso ensino”, dizem eles da instituição.

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