Toffoli pede uma investigação e nomeia um ex-funcionário público como um dos responsáveis ​​pelo ataque do STF – 14/06/2020. – Poder

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, pediu à polícia federal e ao Governo do Distrito Federal que tomassem medidas em relação às manifestações de sábado (13) que culminaram no lançamento de fogos de artifício contra o prédio da corte.

Em cartas ao diretor-geral da PF, Roland Alexandre de Souza, e ao secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, nesta noite de domingo (14), Toffoli exige a responsabilidade criminal dos manifestantes que patrocinaram direta ou indiretamente os ataques ao Supremo Tribunal,

O presidente da corte aponta o manifestante Renan da Silva Sen como um dos autores do ataque ao prédio da instituição. Ele aparece em vídeos publicados em redes que falam sobre a ação de manifestantes e ataques a membros do Supremo Tribunal Federal.

Renan Sena recebeu notoriedade depois de atacar enfermeiras que protestavam contra o governo na Praça dos Três Poderes em 1º de maio. O bolsista era funcionário externo do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e foi demitido após o incidente.

Nas mídias sociais, Renan normalmente publica publicações em apoio ao presidente Jair Bolsonar (sem partido) e ataques ao STF, ao Congresso e aos governadores.

Nesta semana, mesmo antes dos escritórios de Toffoli, Renana foi presa pela polícia civil do distrito federal acusada de ameaçar a integridade física do governador do DF, Ibaneis Roch (MDB).

Uma delegacia especial de crimes cibernéticos no distrito federal investigará todas as ações na Internet de um grupo de direita ligado a Renan Sen, e a polícia do DF identificou Sen como um dos manifestantes de sábado contra o Supremo Tribunal Federal.

“Isto é para Ibaneis Roch, porque ele fechou os campos na Esplanada. Não são os incêndios de Copacabana, é uma revolta”, disse Renan Sena em vídeos que relatam os incêndios no edifício do STF.

Além de telefonemas da PF e do governo do DF, Toffoli pediu ao ministro do STF Alexander de Moraes, que relata investigações sobre ataques a ministros da corte, que também considerassem o caso.

O presidente do STF confirmou que também é necessário responsabilizar os apoiadores que financiam grupos que promovem ataques ao criminoso responsável pelo STF.

Antes, Toffoli emitiu uma nota declarando que o Supremo Tribunal “nunca” será exposto a qualquer ameaça “seja curva, indireta ou direta”.

“A Suprema Corte nunca será exposta a nenhuma ameaça, seja curva, indireta ou direta, e continuará cumprindo sua missão”, afirmou Toffoli em comunicado do assessor.

O presidente da corte também diz que o ato “simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas”. “Com financiamento ilegal, essas opiniões foram repetidas e incentivadas por uma minoria da população e membros do próprio estado, apesar de uma tentativa do Supremo Tribunal Federal de estabelecer um diálogo com todas as forças, instituições e sociedade civil, para o benefício da nação brasileira”.

Neste domingo, Toffoli telefonou pessoalmente para Ibaneis e criticou a ação do Primeiro Ministro do Distrito Federal, que permitiu a instalação de fogos de artifício na Praça dos Três Poderes. A queixa levou à queda do primeiro-ministro número 2.
O governador afastou o coronel Sergio Luiz Ferreira de Souza do cargo de vice-comandante-em-chefe da Polícia Militar do Distrito Federal. Souza respondeu à ordem da corporação – o atual coronel Julian Rocha Pontes foi hospitalizado pelo coronavírus.

O MPF (Ministério Público Federal) já ordenou a abertura de uma investigação policial para investigar o lançamento de fogos de artifício na direção do prédio. Também foi solicitada uma perícia no local para determinar os danos ao prédio e proteger as evidências processuais. O procedimento está em andamento de forma urgente e reservada.

Os ataques ao STF tiveram consequências no mundo político. O ministro Alexandre de Moraes disse que o STF não apoiaria os ataques.

“A Suprema Corte nunca se curvará aos ataques covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocráticos que respeitam a constituição federal, a democracia e o estado de direito. A lei será rigorosamente aplicada e a justiça prevalecerá”, disse o ministro na mídia social.

O presidente do TSE (Alto Tribunal Eleitoral) e o ministro do STF, Luís Eduardo Barroso, também criticaram a ação.

“Existem alguns genes pré-iluministas no Brasil hoje. Não importa o número de membros e a qualidade das manifestações. Mas isso não torna o trabalho deles menos sério. Instituições e pessoas boas devem limitar esses grupos. Há uma diferença entre militância. E bandidos”, disse ele nas mídias sociais. meios de comunicação.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, também protestou. “O ódio e as ameaças no vídeo são lamentáveis. O incitamento à violência desafia os limites da liberdade de expressão”.

No platô, os ministros deram sinais divergentes sobre o ato.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, se reuniu com manifestantes bolonares que estavam em um campo armado na Esplanada do ministério, que a polícia desmontou no sábado.
Um grupo armado de extrema direita do Brasil é suspeito de participar de um ataque de fogo contra a Suprema Corte.

Em uma conversa publicada nas redes sociais entre o ativista e o ministro, ele diz: “Eu já disse minha opinião, o que faria com essas cãibras”, comentando a inconsistência de um dos interlocutores em pagar impostos pelos “corruptos” que roubam. O grupo responde com aplausos e frases como “Weintraub está certo”.

Weintraub não menciona o STF, mas membros do Tribunal avaliaram que as palavras intensificaram os ataques do Ministro da Educação ao STF durante a reunião ministerial de 22 de abril, quando ele chamou os ministros de “infelizes”.

A viagem do ministro da educação ao campo irritou Toffoli. Por meio de interlocutores na ala militar, o presidente do Supremo Tribunal Federal pôs fim à insatisfação de Planalto com a atitude de Weintraub, que testemunhou a invasão que o governo do DF considera até ilegal.

O ministro da Justiça, André Mendonça, confirmou que vivemos “tempos difíceis” e que “todos temos que fazer autocrítica”. Não condenando os ataques à Suprema Corte, ele disse que era necessário respeitar os desejos das urnas.

“A democracia pressupõe, acima de tudo, que todo poder venha do povo. Portanto, todas as instituições devem respeitá-lo. Devemos respeitar a vontade do eleitorado e o voto popular. Devemos agir por esse povo, compreendê-lo e ver suas críticas e manifestações modestas. Em uma democracia, a voz do povo é soberana. A democracia pressupõe respeito por suas instituições democráticas. Qualquer ação relacionada à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao STF ou a qualquer instituição estatal deve ser guiada por esse respeito “, afirmou ele em comunicado.” Todos devemos fazer autocrítica. Não há espaço para vaidade. unidade. O Brasil e seu povo devem vir em primeiro lugar “, acrescentou.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral do Governo, Jorge de Oliveira Francisco, seguiu na direção oposta de seus colegas da Esplanada e emitiu uma nota condenando a ação.

“Atacar o STF ou qualquer instituição estatal é contrário à nossa democracia, prejudica nosso país e deve ser repelido. Atitudes e pensamentos individuais não são mais importantes que nossos ideais”.

Leia a nota completa do presidente do STF, Dias Toffoli:

“Infelizmente, o Brasil sofreu outro ataque ao Supremo Tribunal Federal na noite de sábado, o que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas. Financiadas ilegalmente, essas opiniões foram repetidas e incentivadas por uma minoria e membros do próprio Estado, apesar das tentativas do Supremo Tribunal Federal. busca estabelecer com todas as forças, instituições e sociedade civil, para o benefício da nação brasileira. O Supremo Tribunal nunca estará sujeito, como nunca foi objeto de toda a história. qualquer ameaça, seja torta, indireta ou direta, e continuará cumprindo sua missão “Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal rejeita tal conduta e usará todos os meios legais, constitucionais e legais, para defender seus ministros e a democracia brasileira”.

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