Brasil aceita propostas e Alcântara pode lançar veículo no espaço 2022 – 29.05.2020

Na mesma semana em que a NASA completaria sua primeira missão espacial em nove anos, o Brasil deu o primeiro passo para transformar o centro espacial de Alcântara, no Maranhão, em uma plataforma de lançamento de naves espaciais.

Depois de começar a receber propostas de empresas interessadas em lançamentos orbitais e suborbitais, a Agência Espacial Brasileira (AEB) anunciou nesta segunda-feira (25) que já tem “uma dúzia de potenciais candidatos à operação de Alcântara” e já antecipa partidas a partir de 2022.

Alcântara é uma base brasileira de lançamento de mísseis acordo no início de maio que a AEB está negociando com empresas que querem disparar seus mísseis a partir daí.

A posição da CEA possui características que a privilegiam:

  • Está localizado 2º18 ‘ao sul do equador;
  • Fica perto do mar, permitindo o seu lançamento em órbitas polares e equatoriais;
  • Possui baixa densidade demográfica e de tráfego aéreo;
  • Sem terremotos ou furacões.

Para ter uma idéia de quão cruciais são alguns desses fatores, o mau tempo em Cape Canaveral, Flórida, forçou a NASA a adiar na quarta-feira (27) a primeira missão desde 2011 a levar astronautas dos EUA para o espaço espacial dos EUA. O Brasil quer fazer de Alcântar uma “janela de acesso ao espaço no hemisfério sul”.

Entendendo que os principais centros de lançamento estão no hemisfério norte. O Brasil tem um vizinho muito competitivo, o espaçoporto de Kourou, na Guiana Francesa, a cinco graus de latitude norte. Não temos nada parecido no hemisfério sul, e a localização de Alcântara em comparação com outras é uma das melhores e melhores posições geográficas
AEB

O acordo entre a FAB e a AEB foi o capítulo final dos preparativos do Brasil para o lançamento de seu projeto espacial. Antes disso, em novembro de 2019, o Senado aprovou uma Contrato de Garantia de Tecnologia pelo uso da base espacial de Alcântara, que permite o uso comercial do site.

O Brasil abriu o caminho para pesquisas de mercado espacial, que rondam os US $ 350 bilhões (US $ 1,5 trilhão) por ano. A AEB espera que esse bolo cresça e chegue a US $ 1 trilhão (US $ 4,4 trilhões) até 2040. A partir deste ano, o Brasil espera, em um cenário conservador, capturar pelo menos 1% desses negócios, algo como US $ 10 bilhões (US $ 44 bilhões). R $).

Antes da assinatura dos dois acordos, as empresas já haviam aderido ao Brasil. Com a chamada pública desta semana, as propostas começaram a tomar forma, diz a AEB.

“Atualmente, existem cerca de 100 empresas no mundo, entre pequenas e grandes, com foco em pequenos centros de lançamento. Atualmente há uma dúzia de potenciais candidatos operando em Alcântara”, afirma a agência.

Como o uso pode ser

A idéia é que os primeiros lançamentos ocorram na área do CEA, que já possui infraestrutura e não precisa de obras de adaptação. Atualmente, a base está preparada para o lançamento de pequenos satélites, com peso de até 200 kg, para órbitas pequenas e médias – a uma altitude de cerca de 600 km.

O centro já possui radares, dispositivos meteorológicos e outras tecnologias para esse tipo de missão. As apostas da AEB em execução com essas configurações ocorrerão a partir de 2022.

Outra opção viável, já explorada em 2019, está sendo lançada a partir de plataformas aéreas. Ou seja, aviões carregando foguetes. Essas decolagens receberiam apoio do Aeroporto de Alcântara.

A idéia é que Alcântara faça primeiro um centro sólido para lançadores pequenos antes de permitir foguetes maiores. Esse tipo de operação requer ajuste de infraestrutura, mas, segundo a AEB, há espaço físico para isso.

Quilombola na região

Apesar do otimismo da AEB em relação a Alcântara, existem questões abertas e críticas para o projeto. Ainda é um ponto não resolvido disputa com os habitantes da maior área do quilombol de Alcântaracujo processo de vibração foi interrompido por 11 anos.

A comunidade local é contra a idéia de expandir o centro espacial, pois pode resultar na remoção de moradores do local. Para a AEB, não há previsão de expansão, pois a área utilizada pela CEA já permite o lançamento de pequenos satélites.

Em abril do ano passado quilombolas apresentou uma queixa formal na OIT (Organização Internacional do Trabalho) contra o Estado brasileiro por violações, apesar dos planos de expansão da base.

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